O
QUE SÃO OS IMPLANTES DENTÁRIOS ?
São
artefatos modernamente confeccionados em titânio,
que são introduzidos à pressão ou
rosqueados dentro do osso dos maxilares (superior ou inferior)
no lugar onde foi perdido o dente natural, com o objetivo
de suportar prótese dental, repondo o(s) elemento(s)
perdido(s).
Quanto antes colocados, em função da reabsorção
natural do osso que sustentava os dentes, maiores podem
ser seu comprimento e diâmetro, proporcionando melhores
condições para uma adequada reabilitação
oral, tanto funcional, quanto estética.
Em situação ideal, podem repor um único
dente perdido e, em situação extrema, através
de dois ou mais implantes permitem suportar uma barra
que dará estabilidade a prótese total (sobre
dentadura).
Representam, depois de décadas de estudos e pesquisas,
um dos maiores avanços da Odontologia nos tempos
recentes, dando esperança a quem já não
mais tinha.
DE QUE SÃO FABRICADOS OS IMPLANTES ?
Modernamente,
os implantes são feitos de titânio, em vista
das excelentes características de biocompatibilidade
com o tecido ósseo e meio bucal, e também
pela resistência desse metal às forças
a que são submetidos os implantes durante a mastigação.
Nos tempos primitivos, o homem usou e tentou de tudo no
objetivo de repor dentes perdidos. Pedra, ferro, até
partes de conchas foram utilizados na fase empírica.
Com a evolução do conhecimento, foram experimentados,
com relativo sucesso, o tântalo e o vitálio
cirúrgico, dentre outros metais.
Com o advento dos implantes que se integram ao osso (fenômeno
conhecido como osseointegração) os biomateriais
passaram a ser melhor estudados e experimentados. Dessa
fase em diante, o titânio passou a ser o metal de
eleição de todos os tipos e marcas de implantes,
no mundo inteiro, o que por si só já recomenda
sua escolha.
O fato de ser um elemento neutro colabora para que, além
das outras vantagens, ele não provoque nenhuma
alteração no meio orgânico, sendo
inclusive usado em próteses para refazer fêmur,
joelho, clavícula etc.
ONDE SÃO FABRICADOS OS IMPLANTES ?
Praticamente
em todas as partes do mundo são fabricados implantes
dentários. Nos continentes mais desenvolvidos,
emprega-se tecnologia e maquinário mais evoluído,
fazendo com que os Estados Unidos e a Europa apareçam
como grandes centros de produção e introdutores
de novidade e evolução.
Na Europa, o velho continente, a Suécia e a Alemanha
disputam a vanguarda e a liderança. Nos Estados
Unidos, as mais importantes regiões produtoras
são a Califórnia e a Flórida, vindo
do novo mundo a maior produção. Os norte
americanos, além de grandes produtores de implantes,
são também os maiores consumidores dos modelos
europeus.
Para a América do Sul, o pioneirismo na fase dos
osseointegrados, tanto no uso como na produção,
cabe aos argentinos. Especificamente no Brasil, de oito
anos para cá, começaram a ser produzidos
implantes, os primeiros com idealismo e um toque empírico
típico de algo que inicia; evoluindo até
os dias de hoje com marcas que começam a apresentar
melhoras, ficando por conta das nossas universidades a
avaliação de sua efetiva qualidade, através
de estudos de médio e longo prazo.
OS IMPLANTES EXISTEM HÁ MUITO TEMPO ?
O
homem, desde os primórdios, preocupou-se em repor
dentes perdidos através de próteses dentárias
e dentre várias alternativas buscadas, uma foi
exatamente a implantação de peças
aloplásticas (de natureza diferente ao organismo)
com essa finalidade.
Comprovando esta afirmação, existe em um
museu na Universidade de Harvard (USA) um fragmento de
mandíbula identificado como da era pré-colombiana,
onde são facilmente visualizados três implantes
de pedra negra, que ocuparam em vida o lugar de três
dentes, visto que apresentam boa quantidade de tártaro.
Como na maioria das áreas do conhecimento humano,
a Implantodontia iniciou sua evolução científica
vertiginosa no século XX. Já em 1901, era
patenteado o primeiro implante nos Estados Unidos. De
lá para cá, sua evolução foi
impressionante em todas as partes do mundo.
No Brasil, os pioneiros começaram a estudar implantes
na década de 50 e, a partir dos anos 60, tem-se
registros concretos da história da Implantodontia
no país.
QUAL É O TAMANHO DE UM IMPLANTE ?
Os
implantes, quanto a suas medidas, podem variar em diâmetro
e comprimento. Quanto mais espesso for o osso dos maxilares,
mais largo será o implante que se pode colocar
e quanto mais alto for o osso na região dos maxilares,
mais comprido será o implante que poderá
ser colocado.
Assim sendo, os fabricantes procuram desenvolver uma variedade
de medidas para adequar seus implantes a cada situação.
No diâmetro, a variação oscila entre
3 e 6mm e no comprimento esta variação vai
de 7 e 8 até 18 e 19mm. Quanto mais largo e longo
for o implante colocado, maior será sua capacidade
de suporte como raiz artificial.
Nas situações em que, por grandes perdas
ósseas e devido a longo período sem dentes
naturais, resta somente osso de pouca espessura e pequena
altura, o implantodontista deverá procurar compensar
essa limitação, usando maior quantidade
de implantes para sustentação das próteses.
ONDE SÃO FIXADOS OS IMPLANTES ?
Na
maioria das vezes, os implantes são ancorados (palavra
usada pelos dentistas, pela idéia da âncora
do navio, que não sai do lugar) no osso dos maxilares
superior e inferior, também conhecido como mandíbula.
Quando possível, no caso de extrações
recentes, procura-se usar o próprio alvéolo
das raízes como lugar ideal para colocação
dos implantes. Na ausência destes (alvéolos)
os orifícios para colocação dos implantes
são abertos aproximadamente na região onde
estavam as raízes (quando o objetivo é colocar
uma coroa para cada dente perdido, cada uma suportada
por um implante).
Para os casos de implantações mais tardias,
onde alguns implantes sustentarão um número
maior de dentes, os lugares escolhidos o são em
função da distribuição de
forças que cada implante terá que sustentar,
sempre que possível, permitindo boa estética.
Pacientes que perderam todos os dentes, com implantação
mínima de dois a quatro implantes, podem ter dentaduras
retidas através de implantes, conhecidas como sobredentaduras.
COMO SÃO FIXADOS OS IMPLANTES ?
Existem
dois princípios básicos de fixação
dos implantes ao osso. O primeiro por rosqueamento (para
melhor entendimento, em um tipo de parafuso) e outro sob
pressão (ou seja, por penetração,
como um prego batido).
Para os implantes de parafuso, é obtido um orifício
menor que o do implante a ser colocado através
do uso de brocas com aumento progressivo de diâmetro.
Depois da broca é passado um artefato que promove
a rosca no tecido ósseo. Para os implantes a pressão,
é confeccionado, também por seqüência
progressiva de brocas, um orifício de mesmo diâmetro
e comprimento do implante a ser colocado. Em ambos os
casos, os implantes são mantidos imóveis
para permitir que o osso se una (“cole”) em
sua superfície de titânio (osseointegração).
Mais recentemente, um conceito que envolve os dois princípios
(um pouco de pressão e um pouco de rosca) adicionou
o recurso de uma neoformação óssea
dentro do implante (que é em forma de cilindro
oco rosqueado com janelas de comunicação
entre o osso da parte externa e o da parte interna).
OS IMPLANTES FICAM APARECENDO ?
Os
primeiros implantes na fase da osseointegração,
e que em vista do pioneirismo ficaram muito conhecidos,
eram originários da Suécia, onde a primeira
preocupação é com a reabilitação
da função, depois com a possibilidade de
higienização e, finalmente, com a estética.
Para os padrões da Odontologia brasileira, altamente
exigentes no tocante à estética, a primeira
imagem dos implantes osseointegrados era de “muito
metal aparecendo”, o que não foi bem visto
pelos pacientes e retardou inclusive o processo de aceitação
dos implantes da fase osseointegrada.
Gradativamente, inclusive por exigências estéticas
dos norte-americanos e por colaboração destes
na solução dos problemas iniciais, as próteses
sobre implantes foram evoluindo, e hoje a maioria dos
bons sistemas de implantes brinda seus pacientes com belas
soluções estéticas.
Quando o implantodontista é capacitado e exigente,
o resultado final é tão bom que muitas pessoas
não são capazes de distinguir qual é
o dente natural e qual é o artificial da prótese
sobre implantes.
EXISTE
REJEIÇÃO AO IMPLANTE DENTÁRIO ?
A
rejeição acontece quando um órgão
é transplantado de uma pessoa para outra (coração,
rim, por exemplo), por estabelecimento de uma defesa orgânica
natural ao corpo estranho, principalmente por este (o
transplantado) ter vida e natureza semelhante ao retirado.
Nos implantes dentários, não ocorre rejeição,
primeiro porque não são transplantes, e
segundo porque não são órgãos
e sim metais biocompatíveis e bioinertes, que são
implantados e não transplantados.
A confusão envolvendo rejeição nos
implantes dentários pode ser justificada por ocorrerem
na Odontologia transplantes dentários, que normalmente
não são rejeitados por serem autógenos
(mesmo doador e receptor). Também colabora para
esta idéia errada o fato de que, antes dos implantes
ficarem famosos, foram famosos os transplantes de coração
do Dr. Barnard, que revolucionaram a medicina, porém
apresentaram insucessos que ocorriam justamente devido
à rejeição.
Implantes e transplantes são procedimentos distintos,
até mesmo porque os implantes não dão
rejeição.
2. CURIOSIDADES
OS IMPLANTES PODEM SER COLOCADOS NO CONSULTÓRIO
?
Na
fase inicial dos osseointegrados, tanto no Brasil como
em outros países, os pioneiros realizavam suas
cirurgias em ambiente hospitalar, exatamente por entenderem
que parte dos riscos quanto ao sucesso dos implantes estava
ligada à esterilização. Este procedimento
fazia com que se associasse a idéia de altos custos
à colocação dos implantes.
Com o uso de autoclaves nas clínicas odontológicas
e a adoção de um elenco de medidas no tocante
à assepsia, por parte dos profissionais que se
dedicam a Implantodontia, a colocação de
implantes em consultórios preparados para este
fim é tão segura quanto a realizada em hospitais.
O que levou de início alguns dos pioneiros a buscar
hospitais foi o fato de que, naquela primeira fase, os
pacientes operados eram, em sua maioria, casos grandes
e extremos, necessitando colocação de muitos
implantes em quase toda extensão dos maxilares.
Nos dias de hoje, com a Implantodontia evoluída
e bem aceita, o mais comum é, constatada a falência
de um dente, sua retirada e a colocação
imediata de um implante em procedimento simples e seguro,
realizado no próprio consultório.
QUANTO
DEMORA A COLOCAÇÃO DOS IMPLANTES ?
Depende
principalmente da quantidade de implantes a serem colocados.
Para o caso da colocação de um só
implante, todo o procedimento pode variar de 20 a 40 minutos.
Alguns procedimentos são os mesmos quando colocados
um ou cinco implantes (preparação da mesa
cirúrgica ou paramentação do profissional,
por exemplo). Assim sendo, uma colocação
de cinco implantes, que matematicamente demandaria duas
horas e meia aproximadamente, pode ser realizada em uma
hora e meia .
Esse tempo total poderia ser abreviado e, na maioria dos
casos, só não é por procedimentos
de segurança do paciente e profissional, tais como:
preparo do leito ósseo que irá receber o
implante em frezado (perfuração) seqüencial
progressivo ou preparo adequado de prótese provisória
que o paciente usará.
Especificamente, a colocação simples de
um implante é um ato rápido, envolvendo
cinco a 10 minutos para cada implante, em procedimento
que, na maioria das vezes, nem é percebido pelo
paciente, muito embora o anestésico usado seja
somente o de efeito local. O maior ou menor tempo necessário
para colocação, depende de fatores relacionados
à quantidade do osso da área a ser implantada,
que algumas vezes exige maior tempo de preparação.
É
DOLOROSA A COLOCAÇÃO DOS IMPLANTES ?
Não.
A dor não existe nem na colocação
e nem no preparo da loja óssea para colocação
do implante. Isto não só é constatação
da esmagadora maioria dos pacientes de implantes, como
depoimento particular deste autor, que já foi paciente
de dois atos para colocação de três
implantes. Já tendo passado por tratamento de canal,
desgaste para remoção de cárie e
extrações, a colocação de
implantes foi, dentre todos, a que menos senti.
Colaboram para isto os modernos anestésicos, de
maior potência e efeito mais prolongado e também
os pré-anestésicos em forma de spray ou
pomada, que nos impedem de sentir inclusive a penetração
da agulha.
Outra vantagem no tocante à dor na colocação
dos implantes reside no fato de o tecido
ósseo, diferentemente do tecido mole, não
conter ramificações nervosas, motivo pelo
qual os procedimentos nele realizados não são
percebidos.
Como depoimento, na segunda cirurgia para colocação
de implantes, estava tão tranqüilo que dormi,
tal a segurança que tinha, fruto de nada ter sentido
na primeira.
QUAIS
SÃO OS TIPOS DE IMPLANTES?
Afora
os implantes mais primitivos, que não chegaram
a ser muito conhecidos, alguns tipos de implantes antes
da fase dos osseointegrados fizeram sucesso. Dentre eles,
os mais conhecidos foram os justaósseos (que eram
colocados entre o osso e a gengiva), os agulhados (em
formato de agulhas que eram colocadas de três em
três, para formarem um trípodo), os laminados
(em forma de lâminas, que eram colocados em uma
canaleta aberta no osso) e os parafusos (em forma de parafuso,
os mais parecidos com os implantes atuais).
Na fase moderna dos osseointegrados, os tipos básicos
são: em forma de parafuso, que se diferenciam dos
parafusos antigos por terem a cabeça hexagonal
e um orifício com rosca onde será parafusada
a prótese; e os do tipo cilindro para colocação
a pressão com janela para crescimento ósseo.
O último tipo, que é uma síntese
dos mais usados, é um cilindro oco com roscas e
janelas que permitem o crescimento ósseo em seu
interior e fixação também pelas janelas
e parte interna.
EXISTE DIFERENÇA ENTRE UM IMPLANTE E OUTRO?
Além
das diferenças de tipos de implantes, ocorrem diferenças
por variações nas formas, também
por diferentes tratamentos de superfície do titânio
e variações quanto à maneira de receber
e fixar a prótese.
Quanto aos tipos, salvo raras exceções,
os modelos seguem as três linhas básicas,
mesmo as cópias e imitações que,
embora com pequenas diferenças, seguem os princípios
dos modelos que lhes deram origem.
Com referência à superfície, hoje
um tema polêmico, pois em função dela
se obtém melhor ou pior qualidade de osseointegração
(união ao osso). As três variantes principais
são: superfície lisa ou tratada (típica
dos parafusos), superfície com plasma spray por
oposição de titânio (típica
dos implantes cilíndricos) e superfície
áspera com jato de pó de titânio usado
para remover todas as impurezas que ficam depois da maquinação
dos implantes (típica dos implantes cilíndricos
de núcleo oco).
Embora haja uma tendência para o sistema de hexágono
para fixar as próteses, os implantes que recebem
munhões para cimentar as próteses estão
ganhando terreno, tendo em vista de seus custos reduzidos.
QUAIS SÃO AS MARCAS OU MODELOS MAIS CONHECIDOS
?
As
marcas variam de acordo com o fabricante e mencioná-las
demonstraria tendência comercial, que não
é propósito deste livro.
Mencionando modelos e seus criadores já se tem
condições de diferenciar bastante bem os
mais conhecidos. O mais antigo, com aproximadamente 35
anos e 15 anos de vida comercial é o Bränemark;
o segundo, com mais de 20 anos de existência e também
cerca de 15 anos de vida comercial é o de Kirsch;
o mais recente, com 18 anos de pesquisa e igualmente aproximados
15 anos de vida comercial é o de Jaef.
Como todos já foram objetos de cópias, algumas
fiéis e outras grosseiras, é importante
saber distinguí-los para poder aquilatar e avaliar
as variações das respectivas cópias.
Em virtude de serem os mais usados e conhecidos, figuram
nesta ordem cronológica, que é coincidentemente
a de preferência pelos odontólogos no Brasil.
EXISTEM
IMPLANTES MELHORES E PIORES ?
Tal
como os automóveis, apartamentos e roupas, existem
implantes de melhor qualidade e os nem tanto, havendo
inclusive ótimos e ruins. Também como nos
três exemplos citados, existe os que duram muito
(a vida toda) e os que duram pouco, como também
é verdade que alguns dão mais garantia,
outros não dão.
Estas variações estão em função
da matéria prima com que são confeccionados,
do grau de sofisticação e modernidade do
equipamento que os produz, o maior ou menor interesse
do fabricante quanto ao controle de qualidade, propiciando
diferentes percentuais de refugo, a técnica e o
quanto é investido no tratamento de superfície
dos implantes e finalmente as condições
de embalagem e esterilização dos implantes.
A decisão da marca de implantes a ser usada é
na maioria das vezes atribuição do cirurgião-dentista,
sendo direito do paciente conhecer e saber o tipo de implante
que está sendo colocado e certificar-se de ser
o de melhor indicação para seu caso, pois
devemos considerar que implantes são para o resto
da vida e que é mais difícil a sua substituição
do que sua colocação.
HÁ QUANTOS ANOS SE COLOCA IMPLANTES NO
BRASIL ?
Os
primeiros implantes realizados no Brasil datam de 1951
e foram do tipo justaósseo (também conhecidos
como subperiósteos colocados entre a gengiva e
o osso). Em 1953, foram apresentados na ABO (Associação
Brasileira de Odontologia), em forma de trabalho científico,
as dentaduras implantadas como eram conhecidas na época,
por Paulo Areal e Benjamim Bello.
Estes mesmos dois pioneiros, em 1955 ministraram o primeiro
curso de Implantodontia, também na ABO do Rio de
Janeiro, para, em 1956, publicar o primeiro livro sobre
implantes no pais.
Em São Paulo os pioneiros datam de 1959, tendo
o Dr. João Jorge Barros como seu realizador, sendo
que os implantes utilizados também foram do tipo
justaósseo. Outro pioneiro, que também publicou
livro, é José Alves de Souza, do qual conhecemos
pacientes que portam implantes por ele colocados há
aproximadamente 40 anos.
Outros pionerios que, estarem ainda atuando na especialidade,
não são citados por questões éticas,
tiveram importância na história recente da
Implantodotia.
OS
IMPLANTES DENTÁRIOS SÃO CONFIÁVEIS
?
Se
a casuística dos implantes no Brasil está
chegando a 50 anos, e a mundial em 2001 completará
100 anos, o tempo está com a verdade sobre o confiar
em implantes.
Na fase mais recente, os implantes, além de passarem
pelo crivo do tempo, têm nos estudos de acompanhamento
de médio e longo prazo realizados em universidades
de conceito indiscutivel o seu maior embasamento científico.
Os implantes sérios da atualidade, antes de serem
utilizados em humanos são estudados experimentalmente
em animais, dentro de rígidos parâmetros
de controle e debaixo de critérios de sucesso estabelecidos
e aceitos internacionalmente.
Aqueles que procuram total confiança nos implantes
que serão colocados, poderão pedir aos implantodontistas
a bibliografia deste tipo de implante, onde aparecem os
lugares e os tipos de estudos, além de há
quanto tempo e por que entidade independente os mesmos
foram realizados.
OS
IMPLANTES SÃO PARA O RESTO DA VIDA ?
Diferentemente
de tudo que usamos ou compramos que tem uma vida útil,
que se por um lado não sabemos precisar quanto
será, por outro sabemos que não irão
nos acompanhar pelo resto de nossos dias (assim acontece
com roupas, calçados, objetos de uso pessoal, até
mesmo automóvel) os implantes dentários
são colocados com o propósito de durarem
para sempre.
Todos os estudos e pesquisas, as mudanças de formato
e do material com que eram confeccionados e a evolução
da própria técnica de colocação
dos implantes, que hoje obedece a rígido protocolo,
são no objetivo de se chegar ao que se acredita
atingido hoje em dia: um implante para o resto dos dias
de quem o usar, ainda que o paciente que o porte seja
um jovem de 15 a 20 anos, com uma expectativa de vida
de mais 50 ou 60 anos.
Por esta razão, é tão importante
a escolha correta por parte do profissional que irá
colocar , como dos próprios, ainda que você
já tenha 50, e lhe esperem mais 25, oxalá
outros 50, e em boas condições de saúde
(inclusive bucal), com implantes.
A única ressalva que deve ser feita é sobre
alguns pacientes descuidados, que cedo perderam os dentes
naturais, os quais a natureza fez para toda vida, porque
estes apresentarão maior risco também com
relação aos implantes.
COM IMPLANTES POSSO MASTIGAR TUDO ?
As
próteses totais, que eram orgulho da Odontologia
no pós-guerra, e aqui falamos da segunda Guerra),
hoje são peças dignas de museu. Ajudavam
bastante os seus usuários, minimizando o sofrimento
da mutilação dental. Colaboravam na estética,
na fonética, mas tinham na mastigação
a sua grande limitação.
Alimentos mais sólidos, como carnes por exemplo,
que demandam mais força na mastigação,
maior poder de corte dos dentes anteriores e maior capacidade
de maceração pelos dentes posteriores eram
e são até hoje o grande tormento das próteses
totais convencionais.
A diferença básica entre as próteses
totais e as retidas por implantes está na sua sustentação.
Enquanto as primeiras flutuam sobre as gengivas, as sobre
implantes são fixas nos ossos maxilares por parafusos
e encaixes, dando ao seu usuário a sensação
agradável de poder desfrutar de todos os prazeres
conhecidos no passado, como os de poder mastigar, morder
e sorrir.
As limitações, que por ventura puderem existir,
serão, na maioria dos casos, pelo retardo da decisão
em se colocar implantes, o que minimiza as as chances
de colocação de implantes maiores.
IMPLANTE
E REIMPLANTE SÃO A MESMA COISA ?
Implantes
são dispositivos aloplásticos (de natureza
diferente da parte do organismo que os irá receber),
que na Odontologia de hoje, em sua quase totalidade, são
confeccionados em titânio, material biocompativel,
bioinerte e neutro; e são colocados dentro dos
ossos maxilares para sustentar dentes artificiais, similares
aos perdidos.
Reimplante é a recolocação de um
dente avulsionado ( perdido, arrancado), normalmente por
trauma (os mais comuns em acidentes com automóveis,
bicicletas, rollers ou pancadas do tipo queda, soco etc.)
em seu próprio alvéolo (lugar onde estava
antes) pelo cirurgião-dentista, debaixo de adequadas
condições de assepsia e esterelização.
Assim como os implantes, os reimplantes, na maioria dos
casos, dão resultado positivo e são melhor
sucedidos quanto antes realizados, motivo pelo qual, se
alguma vez lhe acontcer de estar perto de uma pessoa que
por golpe perdeu um dente, oriente-a a encontrar o dente
e colocá-lo em baixo da língua, procurando
imediatamente um cirurgião-dentista.
E
O QUE SÃO OS TRANSPLANTES DENTÁRIOS ?
Diferentemente
dos implantes e reimplantes, em que as extrações
e perdas dos dentes acontecem natural ou involuntariamente;
nos transplantes dentários, os dentes são
removidos intencionalmente pelo cirurgião-dentista,
com o propósito de colocá-los em outra posição,
onde sua presença seja mais necessária.
Algumas vezes, em transplantes dentários, são
necessárias algumas alterações na
forma da coroa do dente, tendo em vista o formato do que
ele estará substituindo. Estas são feitas
com brocas especiais, assim como são feitas algumas
modificações no osso onde será colocado,
por causa do diferente formato ou posição
das raízes do dente que esta sendo transplantado.
Por conta dos envolvimentos, riscos, taxas de sucesso
e dificuldades, os transplantes dentários ainda
não são procedimentos de rotina nos consultórios
dentários e só são realizados quando
condições ideais estão presentes
ou sua necessidade for extrema.
Em casos indicados e oportunamente realizados, têm
apresentado bons resultados, como atestam pesquisas em
todo o mundo.
OS MÉDICOS TAMBÉM COLOCAM IMPLANTES
?
Sim,
os médicos colocam implantes de maneira parecida
e em procedimentos semelhantes aos dos implantes dentários.
A principal diferença entre os implantes usados
por médicos e dentistas é seu tamanho, pela
finalidade proposta que é a de sustentar ossos
ou dispositivos que os sustentem.
A especialidade médica que mais usa implantes é
a Ortopedia e o seu objetivo é a sustentação
de ossos com múltiplas fraturas ou de difícil
consolidação.
Como não há a necessidade de mastigação
ou aplicação de forças extremas nas
próteses ortopédicas e o implante tendo
que somente dar apoio às estruturas, não
precisando aderir-se ao osso, os procedimentos cirúrgicos,
e às vezes o próprio material empregado,
são diferentes.
Em alguns países da Europa, o dentista é
medico antes de ser dentista e, por isso, os que conhecem
a Implantodontia na Europa imaginam que lá são
os médicos que colocam implantes dentários.
Nas três Américas, esta tarefa por lei é
exclusiva dos cirurgiões-dentistas.
OS IMPLANTES SÃO COLOCADOS SÓ NA
BOCA ?
Afora
os implantes já mencionados da cirurgia ortopédica,
alguns implantes de tipos parecidos com os implantes dentários
e em procedimentos cirúrgicos que seguem padrões
similares aos odontológicos, estão sendo
colocados em outras regiões do corpo com finalidades
protéticas parecidas com as dentárias.
Assim é que alguns implantes estão sendo
colocados no processo mastóide (osso atrás
da orelha) para segurar próteses auriculares, outros
no orbital para sustentar próteses oculares e também
no osso facial para fixação de próteses
nasais. Fora da cabeça, implantes também
estão sendo colocados nas falanges remanescentes
de dedos perdidos, com propósito de fixação
de prótese com dedos artificiais.
Outras regiões que algumas vezes recebem implantes
são a calota craniana e crista do ilíaco.
Nesses casos, em uma segunda cirurgia, estes implantes
são transplantados juntamente com osso para maxilares
com perdas ósseas severas.
Todas essas cirurgias realizadas fora da cavidade bucal,
são por médicos ortopedistas.
3. SELETIVAS
EXISTE
UMA IDADE LIMITE PARA COLOCAR IMPLANTES ?
Desde
que as condições gerais do candidato a implantes
não contra-indiquem uma cirurgia de pequeno a médio
porte, não existe nenhuma limitação
quanto à idade para recebimento de implantes dentários.
Em países do primeiro mundo, onde os cuidados com
a saúde bucal são maiores, a maioria dos
que recebem implantes tem idade mais avançada,
visto que é somente nesta faixa que perdem seus
dentes. Existem na literatura citações de
vários pacientes que se submeteram a implantações
em idades acima dos 80 anos.
Mesmo não havendo restrições e sendo
os riscos quase inexistentes neste tipo de cirurgia, sempre
é oportuno consultar o médico que habitualmente
esclarece o paciente sobre a oportunidade cirúrgica
e possíveis precauções a serem tomadas.
Em pacientes com mais idade, os resultados costumam ser
melhores pela colaboração psicológica,
determinação e seguimento correto das orientações,
além do fato de que, para esses pacientes, as expectativas
não são excessivamente otimizadas.
CRIANÇAS TAMBÉM PODEM RECEBER IMPLANTES
?
A
partir do momento em que completarem o período
de crescimento ósseo facial, o que pode ser determinado
por estudos de cefalometria feitos por ortodontistas,
crianças estão aptas para receber implantes
A razão pela qual deve ser aguardada a idade óssea
ideal não é o metabolismo, mas sim a possibilidade
de os implantes, colocados antes desta idade sofrerem
modificações quanto à sua posição
pelo próprio crescimento, o que pode vir a alterar
o planejamento da prótese.
Se outros motivos mais fortes determinarem a implantação
antes desta idade, os resultados quanto a osseointegração
dos implantes serão iguais ou até melhores
do que em pacientes de mais idade, visto que as respostas
de organismos mais jovens são melhores.
Existe caso relatado na literatura implantológica
brasileira, onde é mencionado um caso de paciente
de quatro anos de idade. Este dado é importante
para eventual necessidade de implantação
antes de completado o período de crescimento facial.
QUEM
TEM DIABETE PODE RECEBER IMPLANTES ?
O
diabetes não é uma contra-indicação
absoluta para a colocação de implantes dentários.
O importante é o paciente a ser implantado nestas
condições mantê-la controlada, especialmente
durante o período de osseointegração.
Relatos de insucessos de implantes em pacientes diabéticos
estão quase sempre relacionados a pessoas que desconheciam
o problema e o implantodontista não teve sua atenção
voltada para o detalhe, provavelmente por falta de exames
de sangue pré operatórios ou por pacientes
que, na época dos exames, mantinham-na controlada
e por motivos alheios a vontade ou desatenção,
descompensaram justo durante o período da osseointegração.
Não existe perda ou problema maior nestes casos.
O prejuízo maior é a perda do implante,
o que não impede que seja realizada uma nova implantação
que, se ocorrer em condições ideais, tem
todas as possibilidades de ser bem sucedida.
Como os implantodontistas preocupam-se com uma série
de detalhes antes da implantação, é
recomendável que os pacientes nesta condição,
já na primeira consulta, revelem o fato e realizem
um controle mais estrito nos meses seguintes à
colocação dos implantes.
PODE-SE
PÔR IMPLANTE QUANDO QUEBROU A RAIZ DO DENTE ?
Não
somente é possível, como esta é a
situação ideal para a colocação
de implante. Sempre que os implantes puderem ser planejados
antes da perda do elemento dental e colocados no mesmo
ato de remoção, logo após a extração,
esta é a situação de melhor prognóstico.
O que leva a esta vantagem é o fato de, nesses
casos, ser mínima a perda óssea e mantido
o osso alveolar que dá suporte aos dentes. Mantido
este osso, as gengivas continuarão em sua posição
habitual e mais facilmente o cirurgião-dentista
conseguirá manter contornos e papilas, tão
importantes para a estética quanto o próprio
dente.
Na Odontologia moderna, onde o paciente tem melhores expectativas
e maiores exigências, este deve também ter
a responsabilidade de conhecer melhor a sua parcela de
colaboração para o resultado adequado de
seu tratamento, conhecendo o que é melhor para
ele e quando é possível oferecer o melhor
trabalho.
A
MENOPAUSA INTERFERE NO RESULTADO DA IMPLANTAÇÃO
?
A
principal participação do fenômeno
da menopausa no que se refere a implantes dentários
é o fato de que mulheres neste período têm
menor produção de cálcio, que é
um ingrediente fundamental da reparação
óssea e o princípio básico da osseointegração.
A menopausa por si só não contra-indica
a implantação, mas deve servir de indicador
de atenção para com seus envolvimentos.
Poucos casos extremos, como a osteoporose, contra-indicam
a colocação de implantes.
Recursos modernos, como a densitometria óssea,
devem ser usados quando houver suspeitas de risco ou simplesmente
para proporcionar maior segurança, tanto ao paciente
como ao profissional.
Reposições do teor de cálcio hoje
são possíveis por terapêutica medicamentosa
e a própria osteoporose tem hoje tratamento adequado
e compensador, principalmente quando identificada em tempo
oportuno. A colocação de implantes é
boa oportunidade para realização de exames
em forma de um check-up.
AS DOENÇAS DAS GENGIVAS IMPEDEM A COLOCAÇÃO
DE IMPLANTES ?
A
principal causa da doença das gengivas que leva
à formação da placa bacteriana é
a má higiene oral. Pacientes relapsos ou desorientados
quanto aos recursos e necessidade de uso de escova, fio
dental, escova unitufo, escova e higienizador interdental,
fita dental, super floss e toda a gama de dispositivos
para a adequada higiene oral, fatalmente perdem seus dentes
por má ou pobre higienização.
Provavelmente, se mantida a mesma atitude, perderão
também seus implantes pelo mesmo motivo. Boa conscientização
é pensar que a primeira e segunda dentição
foram cortesias do Criador e que nada pagamos por elas.
A terceira dentição, além de paga
é relativamente custosa, o que nos deve levar a
valorizá-la mais e cuidar para mantê-la,
através de uma ótima higiene oral.
Os periodontistas (especialistas em doenças da
gengiva) dispõem de programas de higiene oral com
orientação segundo o grau de risco que cada
paciente apresenta. São boa forma de manter melhor
seus dentes ou implantes.
PACIENTES
CARDÍACOS TAMBÉM PODEM SER IMPLANTADOS ?
Como
se trata de possíveis contra-indicações
gerais, que saem da área de domínio do profissional
da Odontologia, deve ser buscada a acessoria do médico
cardiologista.
De acordo com o estado do paciente, as contra-indicações
de ordem médica podem ser crônicas (que impedem
a cirurgia para sempre) ou temporárias (permitem
a cirurgia após cessada a causa que a impedia).
A oportunidade cirúrgica será determinada
em função do estado atual do paciente, grau
de necessidade da cirurgia e seu risco, por quem acompanhe
o paciente há tempo suficiente para uma avaliação
adequada.
Devem ser tomadas as devidas precauções
para monitoramento cardíaco, de preferência
com a presença do cardiologista do paciente, se
a cirurgia for de porte médio.
HIPERTENSOS
PODEM RECEBER IMPLANTES ?
O
risco não é a própria cirurgia, pois
ela em si em nada interfere na presão arterial
e seus determinantes. A cautela maior, e que é
sempre motivo de preocupação, é a
possibilidade de que hipertenso, desnecessariamente atemorizado,
tenha algum acidente cardiovascular durante o ato cirúrgico.
Por precaução, deve o paciente portador
de hipertensão revelá-la ao cirurgião-dentista
antes da intervenção e buscar, com seu próprio
médico, orientação adequada, preparatória
à cirurgia. Para os casos simples, um diurético
e um relaxante podem, sob orientação médica,
ser a solução.
Um depoimento: nas duas cirurgias para colocação
de implantes a que me submeti, na primeira era hipertenso
e não sabia (pouco tempo depois, foi confirmada
a hipertensão); na segunda, já sabedor e
com a pressão controlada, nenhuma alteração
ocorreu e os implantes estão perfeitamente osseointegrados.
Do ponto de vista do metabolismo, nenhuma interferência
ocorre na reparação óssea ao redor
dos implantes.
O FUMO ATRAPALHA NO SUCESSO DOS IMPLANTES ?
Sim,
e muito. Experiências na área de tratamento
das gengivas têm mostrado que os fumantes, principalmente
os que fumam em excesso, têm uma reabsorção
maior, desde que tenham doença periodontal.
Fumar provoca uma vasoconstrição periférica,
o que pode afetar os primeiros estágios da cicatrização,
período importante em que o implante deve permanecer
inerte e protegido, justamente para que haja uma boa cicatrização
dos tecidos moles (gengiva). Além disso, fumar
eleva a temperatura que, junto com a fumaça, irrita
os tecidos que estão cicatrizando.
Se o candidato a implantes for fumante do tipo inveterado,
é recomendada uma preparação antes
da cirurgia, com significativa redução e
interrupção se possível, para que
no período em que fumar for desaconselhável,
este candidato tenha condições de se abster
do vício durante os três meses após
a cirurgia, enquanto se processa a osseointegração.
Considerando-se que a maioria coloca implantes na fase
dos “enta” (acima de 40 anos), e como ex-fumante
depois de 25 anos de vício, a melhor sugestão
é usar a colocação dos implantes
como mais um bom motivo para parar de fumar.
GRÁVIDAS
PODEM RECEBER IMPLANTES ?
Todo
e qualquer procedimento cirúrgico nos três
primeiros meses da gravidez não é recomendado,
em função dos riscos quanto a uma possível
interrupção da gravidez.
Como critério, se a implantação não
for de emergência, necessária e inevitável
(casos de acidentes com perda traumática dos dentes),
a implantação neste período não
é aconselhável.
Soma-se a isso o fato de haver alteração
na taxa hormonal, que se por um lado não é
determinante de insucesso nos implantes, por outro é
um risco a mais, principalmente se desnecessário.
Considerar que, após o parto, a mulher terá
um adequado período de disponibilidade (a osseointegração
em geral envolve três a quatro meses) e principalmente
tranqüilidade para colocação dos implantes,
incluindo dieta especial e fator psicológico positivo.
QUEM
JÁ USA DENTADURA PODE PÔR IMPLANTES ?
Do ponto de vista do paciente e de seu grau de satisfação
com os resultados obtidos com os implantes, indiscutivelmente
os mais realizados com a prótese fixada por implantes
são os realizados em pacientes que usavam dentaduras
completas, também conhecidas como próteses
totais.
Ao contrário do que possa parecer, a colocação
de implantes em pacientes nestas condições
é mais simples, rápida e menos onerosa,
se comparada a outra necessidade com igual número
de implantes. Na quase totalidade dos casos, o sucesso
é atingido.
A razão de tanta satisfação nesses
pacientes é, na sua maioria, a dificuldade de mastigação.
A instabilidade da prótese, principalmente a inferior,
é muito grande, a fonética também
é prejudicada bem como o lado psíquico pelo
uso da dentadura. Estes fatores colaboram para a desadaptação.
Em alguns casos, quando as próteses totais são
boas e executadas dentro de bons princípios, podem
ser aproveitadas mediante pequenas adaptações
ou usadas como provisórias, desde que sejam de
agrado do paciente.
4.
ESPECIALISTAS
EXISTEM
ESPECIALISTAS EM IMPLANTES ?
Sim,
como existem especialistas no tratamento de canal (endodontistas),
de gengivas (periodontistas), de crianças (odontopediatras),
de correção dos dentes (ortodontistas) etc.
Estão igualmente normatizados e regulamentos pelo
Conselho Federal de Odontologia (CFO) os especialistas
na colocação de implantes e confecção
de próteses sobre implantes, os implantodontistas.
Estes, depois de cursarem a faculdade de Odontologia,
fazem um outro curso com mais de 1.000 horas de carga
horária e dois anos de duração, exclusivamente
voltado ao conhecimento global dos implantes e praticam
exaustivamente todas as técnicas e procedimentos
ligados à Implantodontia.
Esta regulamentação ocorreu no início
dos anos 90 e o CFO, antes do início dos cursos,
ofereceu àqueles que se dedicavam à Implantodontia
por bastante tempo, a oportunidade de, através
de comprovação de sua casuística
e prova, obterem o grau de implantodontistas.
Perante o CFO e por norma deste, os periodontistas também
estão aptos à colocação de
implantes e, dentro dos cursos de graduação,
a Implantodontia faz parte da disciplina de Cirurgia.
POR QUE TENHO QUE IR A OUTRO DENTISTA ?
A
Implantodontia é uma especialidade odontológica
tão ampla que alguns profissionais optam em se
dedicar a somente uma parte dela. A maioria o faz optando
por se dedicar à parte cirúrgica dos implantes,
ou seja, exclusivamente fazer a colocação
dos implantes.
Neste caso, a segunda parte, tão importante quanto
a primeira, será realizada por outro especialista
- o protesista - que irá se incumbir da confecção
da prótese sobre implantes. Ainda que você
não veja, outro profissional, vinculado ao Conselho
Federal de Odontologia, terá participação
no seu trabalho: o protético - que terá
a seu encargo a parte laboratorial da prótese.
Outro cirurgião-dentista já terá
participado antes do seu trabalho: o radiologista (especialista
em radiologia odontológica), que para os estudos
iniciais de cada caso executa uma radiografia panorâmica.
Um trabalho tão complexo e envolvendo tantas pessoas
deve ter também, além de você, outra
pessoa encarregada de sua manutenção, o
técnico em higiene dental (THD), profissão
igualmente regulamentada pelo CFO, que se dedica à
prevenção e manutenção das
boas e ideiais condições de saúde
da cavidade oral.
OS PROFISSIONAIS DA CAPITAL SÃO MELHORES DO QUE
OS DO INTERIOR ?
Afora
a rixa natural existente entre capital e interior, que
sustenta muitas brincadeiras e gozações,
nada existe que determine ser o da capital ou do interior
melhor implantodontista.
Os cursos e a capacitação que um outro tem
de fazer são os mesmos e, muitas vezes, nos mesmos
lugares. Quando não, os cursos de especialização
tanto na capital como no interior, têm o mesmo currículo
obrigatoriamente e são fiscalizados pelo mesmo
órgão, o Conselho Federal de Odontologia.
Para empatar uma vez mais a eterna competição
entre capital e interior, se por um lado os da capital
têm mais recursos, os do interior tem mais tempo
para estudar.
O importante é pensar bem antes de decidir. Se
sua cidade ou região tem implantodontistas, faça
com eles, pois, como já foi mencionado, o tratamento
implantológico requer acompanhamento e consultas
depois de colocada a prótese sobre os implantes
e ter feito em outra cidade poderá colocá-lo
em situação embaraçosa quando precisar
dos préstimos de um implantodontista de sua cidade,
em caso de emergência.
VALE A PENA COLOCAR IMPLANTES NO EXTERIOR ?
Afora
a vantagem, dispendiosa por sinal, de passear e fazer
turismo enquanto se coloca implantes, nenhuma outra razão
pode levar um paciente brasileiro ao exterior para submeter-se
a implantações.
Com a globalização do conhecimento e a rapidez
do fluir científico, o que sabe hoje um interessado
implantodontista brasileiro é o que sabe um colega
seu, quer americano ou europeu. A habilidade e capacidade
criativa do brasileiro são indiscutíveis,
e existem dados que colocam nossos profissionais no mesmo
nível dos seus colegas de outras partes do mundo.
Aqui existe ainda a vantagem de os preços praticados
no primeiro mundo serem bem mais elevados e, enquanto
permanecemos com a estabilidade cambial, sequer existe
a vantagem pela valorização de outra moeda.
Mesmo que hoje seja bem mais barato viajar do que há
cinco anos atrás, mais barato inclusive do que
colocar implantes, não é mais necessário
o pretexto para fazer turismo. O próprio preço
baixo é um bom motivo.
COMO
SABER SE UM IMPLANTODONTISTA É ATUALIZADO ?
O
mais certo, objetivo e rápido é observar
seus certificados de cursos de atualização
e aperfeiçoamento, realizados em congressos e escolas
de aperfeiçoamento profissional das entidades da
classe. Verificar ainda se são de datas recentes,
em boa quantidade, e se é grande a quantidade de
horas de cada curso.
Deve-se observar em diplomas colocados nas paredes de
sala de espera ou no escritório, o que é
bem menos constrangedor do que perguntar e mais eficiente
do que acreditar sem ver, em histórias de cursos
feitos, contadas pelo próprio profissional, a menos
que este pelo tempo e pelo convívio, seja pessoa
de confiança de quem avalia.
Embora algo subjetivo, deve-se considerar os resultados
bons de trabalhos realizados em pessoas conhecidas. A
avaliação é difícil de ser
feita, e deve considerar há quanto tempo o trabalho
foi realizado e a opinião de quem o usa, se ele
efetivamente satisfaz.
Bons profissionais, conhecedores da sua especialidade,
conscientes em seu trabalho, costumam ter o reconhecimento
dos colegas de sua cidade, o que também pode ser
bom indicador na avaliação da atualização
de um implantodontista.
AQUI NA CIDADE NÃO SE COLOCA IMPLANTES.
ONDE IR ?
Antes
de pensar assim, procure se informar bem, consultando
páginas amarelas da lista telefônica, ligando
para a entidade de classe odontológica de sua região
ou consultando alguns cirurgiões-dentistas de sua
cidade. Um lugar diferente para encontrar informações
neste sentido é em casas de artigos dentários,
cujos vendedores conhecem a especialidade dos cirurgiões-dentistas
que atendem.
Confirmada a inexistência, o mais indicado é
procurar na cidade que polariza a região, pois
há a vantagem da distância não ser
muita, em função do grande número
de consultas que demandam todo o tratamento. Outra vantagem
é a possibilidade de o implantodontista colocar
os implantes e indicar um protesista de sua própria
cidade para a realização da prótese,
o que pela quantidade de visitas ao dentista lhe trará
economia de tempo e dinheiro.
Ainda não encontrando, procure uma cidade não
muito distante, pois as despesas de locomoção
e o tempo despendido poderão inviabilizar ou desmotivar
o término de tratamento. Hoje existem bons implantodontistas
em todas as boas cidades do país.
5.
GARANTIAS
QUAIS SÃO AS GARANTIAS QUE TENHO ?
A
Odontologia não é uma ciência exata,
como a Matemática, por exemplo, e como tal, não
se pode sobre ela fazer afirmações do tipo
“cinco vezes quatro são 20”. Mesmo
assim algo se pode concluir de um procedimento que dá
certo no mundo inteiro há mais de 35 anos.
A garantia de previsão dos implantes está
justamente vinculada ao fato de que, seguindo-se todos
os passos da técnica, os resultados são
sempre os mesmos, exceção feita aos casos
onde os implantes não estavam indicados e, mesmo
nestes, pode-se obter sucesso.
Como os resultados nos últimos 15 anos têm
sido tão altos e seguros, alguns implantodontistas
estão adotando um procedimento de total garantia
ao paciente: caso algum dos implantes colocados não
osseointegre, aquele implante perdido não é
pago ou, se pago, o valor é devolvido ao paciente.
É como um contrato de risco, que tem dado certo
porque a quase totalidade dos implantes dão certo.
Exceções ficam por conta dos pacientes que
se encontram no grupo das contra-indicações,
onde o certo seria não implantar ou implantar com
responsabilidade compartilhada.
QUAIS SÃO AS PROVAS CIENTÍFICAS
DOS IMPLANTES ?
Universidades
sérias no mundo inteiro, como Loma Linda e Harvard
nos Estados Unidos, Gotemburgo na Suécia e Araçatuba
no Brasil, desenvolveram estudos e fazem continuamente
pesquisas sobre implantes. Os resultados são publicados
em forma de artigos em revistas científicas no
mundo inteiro.
Antes de chegarem aos humanos, os implantes foram e são
testados em animais, principalmente macacos, coelhos e
cachorros; analisados e acompanhados no seu desempenho.
Provas são feitas pesquisando implantes com função
simulada nestes animais.
Por estas razões é que deve ser dada preferência
a marcas de implantes conhecidas, pois estas têm
bibliografia, ou seja, um conjunto de estudos e trabalhos
publicados com esta determinada marca de implantes.
Os investimentos em pesquisas são altos, com o
objetivo de transmitir segurança e garantia a quem
for usar aquele produto. O retorno ocorre através
de comprovações científicas, que
vem a dar credibilidade ao implante pesquisado.
QUAL
É A MARGEM DE SUCESSO NOS IMPLANTES ?
Vários
são os centros de pesquisas com implantes e algumas
diferenças de critérios também existem,
assim como certamente existem diferenças de comportamento
e taxa de sucesso entre um implante ou outro. Porém,
as variações nos resultados são pequenas.
Os bons implantes que se submetem a essas pesquisas têm
apresentado resultados publicados em artigos científicos
variando entre 94 e 98 % de sucesso no global dos casos
analisados. Estes números são significativos,
se considerarmos que alguns estudos acompanham 500, 1
000, 2 000 até 5 000 implantes por períodos
entre cinco e 15 anos.
É difícil para um leigo estabelecer qual
é o melhor, principalmente quando as variações
percentuais oscilam com diferenças de 1, 2 ou 3%
entre um e outro. O importante é optar por um implante
seguro e que tenha boa documentação em pesquisas.
Do ponto de vista de quem vai usar um implante, fica a
tranqüilidade de que a maioria dos bons implantes
oscilam com índices de sucesso acima de 90 %, que
é um percentual significativamente alto em se tratando
de uma ciência não exata.
COMO SABER SE OS IMPLANTES FORAM REALMENTE COLOCADOS?
A
maior prova é a passiva, de ter presenciado a cirurgia,
que na maioria das vezes é feita com anestesia
local, permitindo ao paciente acompanhar todo o desenrolar
da implantação. O próprio ato de
colocar o implante, embora indolor, é perceptível.
Embora no pós-operatório os implantes estejam
submersos e não possam ser vistos ou sentidos,
é possível e normal ser feita antes da abertura
dos implantes uma radiografia panorâmica, que além
de permitir a visualização dos implantes
é prova documental que eles foram colocados.
Esta dúvida se justifica, visto que se imagina
que algo vamos sentir após a implantação
mas, ao contrário, nada se percebe, nada se sente,
nenhuma alteração é constatada, nem
na própria boca onde os implantes foram colocados.
Além de afirmação, isto é
um depoimento, já que por duas vezes fui paciente
de cirurgias para colocação de três
implantes, nada sentindo e tendo na segunda a sensação
de que o implante não tinha sido colocado. Eles
estavam lá e continuam até hoje sem que
nada demonstre sua presença.
COMO
IDENTIFICAR UMA MARCA DE IMPLANTES ?
A
primeira e mais simples é perguntando ao implantodontista
que o colocou, pois ele certamente o sabe. Outra é
pedir para que ele lhe mostre a embalagem dos implantes
colocados, também como forma de saber quantos foram
e que tamanhos têm.
Depois de colocados, a maneira mais segura é visualizando
a radiografia panorâmica com os implantes colocados
ou uma radiografia periapical se foram apenas um ou dois
implantes. Para identificação de marca,
a radiografia periapical é melhor pois apresenta
menos distorções. Um implantodontista observando
a radiografia, pelo formato do implante, saberá
identificá-lo a menos que seja uma cópia.
Algumas cópias tem pequenas diferenças do
original que são percebidas por quem entende.
Para o leigo, a comparação da radiografia,
com algum catálogo que mostre foto ou desenho do
implante ajudará na identificação.
Servirá também a ressalva da dificuldade
de determinação exata quando tratar-se de
uma cópia.
COMO
POSSO SABER SE O MATERIAL ESTÁ ESTERILIZADO
Para
o cirurgião-dentista, existem equipamentos que
dão segurança de esterilização,
tais como a estufa e os autoclaves. Clínicas destinadas
à Implantodontia, Cirurgia e Periodontia têm
área própria para esterilização.
Instrumentais esterilizados são normalmente colocados
na mesa cirúrgica em tecidos, chamados pelos cirurgiões
de campos cirúrgicos, que também estão
esterilizados, assim como os campos que são colocados
sobre o paciente. Estes, tal qual os gorros, máscaras
e aventais usados pela equipe, estão igualmente
esterilizados.
Todos são tocados, quando estão esterilizados,
procedendo de forma a não contaminá-los.
Toda peça ou instrumento estéril só
é colocada em superfícies cobertas por campos
estéreis. O mesmo acontece com bandejas e caixas
com instrumentos que também vão para estufa
e estão também estéreis.
Este procedimento, como um todo, é para não
quebrar a cadeia asséptica da sala cirúrgica.
Todos estes cuidados podem ser notados pelo paciente,
ainda que desconheça o assunto.
EXISTE RISCO DE PEGAR AIDS COLOCANDO IMPLANTES
?
É importante considerar que todos os candidatos
a implantes devem ser submetidos a exames de sangue, que
têm por objetivo detectar alguma anomalia ou alteração.
Tudo que participa da cirurgia (por exemplo: luvas, instrumentos,
aventais, gorros, máscaras e os próprios
implantes) é esterilizado previamente, com a preocupação
de proteger o paciente, não somente quanto à
AIDS, mas contra qualquer risco de infecção.
Para se ter certeza que tudo isto é feito dentro
de rígidos controles, é interessante lembrar
que todos estes cuidados e precauções são
feitos também no sentido de proteger o profissional
que se expõe muito mais, em virtude de realizar
inúmeras cirurgias em vários pacientes.
Outra informação tranquilizadora é
que com todos estes cuidados não há relato,
em todo o mundo, de um único caso de paciente que
contraiu vírus da AIDS em cirurgia de colocação
de implantes, ou outro procedimento odontológico.
6.
PLANEJAMENTO
QUANTOS
IMPLANTES PRECISO COLOCAR ?
Tantos quantos forem necessários ou tantos quantos
forem possíveis se colocar. Não existe uma
regra geral. O que existe são casos e indicações.
Para cada caso há uma solução específica,
até porque não existem bocas iguais.
A falta do mesmo dente (um central superior, por exemplo)
pode ter sido originada por diferentes situações.
Pode ter sido por trauma com ou sem perda de osso em função
da natureza do golpe, ou por doença periodontal
com ou sem perda óssea, ou ainda com trauma oclusal
e abcesso, igualmente com ou sem comprometimento ósseo.
Ou ainda por cárie não tratada adequadamente
e conseqüente tratamento de canal, com abcesso na
raiz e com perda ou não de substância óssea.
Cada caso, cada situação traz como conseqüência
um maior ou menor grau de perda de tecido ósseo,
que é exatamente tudo que o implantodontista precisa
para colocar seu implante, maior ou menor, por isso é
importante o conhecimento de cada caso para a correta
determinação de quantos implantes colocar.
QUANTOS
IMPLANTES PRECISO PARA REPÔR TRÊS DENTES ?
O
ideal seria a colocação de tres implantes
e confecção de coroas unitárias em
cada implante colocado na posição de cada
dente. Neste tipo de solução, o ideal é
colocar implantes com cabeça hexagonal para que
as próteses não se movam (girem). Se os
implantes forem colocados no dia das extrações
ou pouco tempo depois (sem perda óssea), a chance
de se conseguir uma boa estética (ficarem iguais
aos dentes naturais) é grande.
Se o fator preço for decisivo, podem ser colocados
dois implantes e feita uma ponte cimentada, apoiada nos
dois implantes e um elemento suspenso. Se for realizada
também pouco tempo depois da perda dos dentes a
estética também ficará boa .
A última alternativa, pouco usada e não
muito indicada é, no caso de haver um ou dois dentes
preparados (desgastados), contíguos aos espaços
onde serão colocados os implantes, colocar um só
implante na posição mediana e apoiar a prótese
nos dentes preparados e no implante. A prótese
para este caso pode ser do tipo provisória ou temporária
até que o paciente tenha condições
de colocar mais dois implantes e aí fazer a prótese
definitiva com coroas independentes. Para esta solução
também já é importante colocar o
primeiro implante hexagonal.
É PRECISO POR UM IMPLANTE PARA CADA DENTE ?
Colocando-se
um implante para cada dente, melhoram consideravelmente
as condições para o protesista executar
um trabalho excelente, sem limitações de
apoio para próteses, ou seja sem ter que unir por
trás os dentes, fazendo com que seja visível
que se trata de uma prótese.
sta união por trás dos dentes da prótese
dificulta a higienização, porque o fio dental
não pode ser passado direto como nos dentes naturais,
tendo que ser introduzido pela ameia (espaço entre
os dentes) toda vez que houver uma união.
Nos dentes anteriores, por serem visíveis por inteiro,
é impossível disfarçar essa união,
caso não seja colocado um implante para cada dente.
Nos dentes posteriores, depois do canino, já não
é tão problemático porque aí
esta união não aparece tanto. Fica só
a questão da maior dificuldade de higienização.
Quando é confeccionada uma coroa sobre cada implante,
melhora também a estética das gengivas,
principalmente na região das papilas (gengivas
entre os dentes) e também com a vantagem de quase
não alterar a fonética, porque os espaços
por onde sai o som são praticamente os mesmos,
o que não acontece nas próteses com dentes
unidos.
A vantagem econômica de um implante para cada dente
é que no caso de se perder outro dente é
só colocar mais um implante e outra coroa, o que
nem sempre acontece quando as próteses estão
unidas em vários dentes.
QUANTOS SÃO NECESSÁRIOS PARA REPOR
UM DENTE ?
Para
repor só um dente, coloca-se somente um implante.
A vantagem deste sistema, em relação às
próteses convencionais, é que com o implante
não é necessário desgastar os dentes
vizinhos para cimentar a prótese, nem tratar o
canal destes dentes. É só pôr o implante
e a coroa, sem tocar nos dentes vizinhos.
Este tipo de trabalho, com o uso de implantes, deixa aparência
mais natural sem dar a idéia que se trata de uma
prótese dental, pelo fato de não haver a
união dos dentes, por trás, para sustentar
o pôntico, que corresponde ao dente perdido.
O procedimento total para colocação de um
só implante varia de 30 a 40 minutos, tempo bastante
inferior ao dispendido para fazer o preparo dos dois dentes
adjacentes ao perdido e o tratamento de canal. Igualmente,
quanto aos custos, uma coroa e um implante saem mais barato
do que preparo de dois dentes, canal e confecção
de prótese de três elementos.
A outra alternativa para solução deste caso,
a ponte móvel, além de na maioria das vezes
ser perceptível, tem de ser retirada para higienização.
Ainda existe o aspecto psicológico: com a língua,
pode-se sentir a prótese e lembrar dela. O implante
será igual ao dente em tudo, evitando que se possa
lembrar de sua existência.
QUANTOS
IMPLANTES PODEM FIXAR UMA DENTADURA ?
or
questões de estabilidade e segurança, o
ideal são quatro para mandíbula e seis para
a maxila (onde o osso é mais mole e frágil).
Como situação intermediária é
aceita prótese apoiada em três implantes
na mandíbula ou quatro na maxila.
No caso específico da mandíbula, quando
houver bastante altura e espessura óssea que permita
colocar implantes de comprimento igual ou maior do que
12 ou 13mm e diâmetro de 4mm é possível,
por razões econômicas, ser solucionado o
caso com dois implantes.
As próteses para estes tipos de casos são
chamadas de sobredentaduras (overdentures) por serem dentaduras
que além do apoio mucoso das dentaduras convencionais,
são retidas pelos implantes, que impedem os movimentos
antero-posteriores, indejáveis nas próteses
totais.
Estas próteses trazem a seus portadores o retorno
à mastigação com bons padrões,
a confiança de falar e rir em público, além
de propiciar um contorno facial de melhor estética
e aparência mais jovial, por aumentarem a dimensão
vertical das próteses, permitindo um melhor posicionamento
de lábio e bochechas, eliminando inclusive rugas
conseqüentes ao uso de próteses pequenas.
QUANTOS IMPLANTES VÃO NUMA PRÓTESE
DE BOCA TODA?
Antes
é preciso saber que tipo de prótese é
pretendida, além de quantidade e qualidade óssea.
Havendo osso suficiente e se o objetivo for prótese
fixa, existem duas alternativas: com coroas unitárias,
são necessários 24 implantes (12 na mandíbula
e 12 na maxila) ou 14 (oito na maxila e seis na mandíbula)
se a prótese for fixa com dentes unidos. Como é
relativamente difícil a pessoa perder todos os
dentes e ter leito ósseo para por todos os implantes
para coroas unitárias, o mais comum são
próteses fixas, até o primeiro molar.
Outra alternativa, a mais econômica, para próteses
de boca toda, é a colocação de seis
implantes (quatro na maxila e dois na mandíbula)
e a confecção de sobredentaduras. Como se
trata de prótese mais simples seu custo é
menor e em função da menor quantidade de
implantes seu valor total é bem mais em conta.
À medida que é aumentado o número
de implantes, melhora a condição de suporte
para próteses mais complexas. Isto, além
do fator econômico, está ligado à
condição óssea. Trabalhos maiores
exigem não só mais implantes, como também
implantes de maior comprimento e diâmetro cujas
disponibilidades e possibilidades variam de caso a caso.
POSSO
PÔR DOIS IMPLANTES AGORA E DOIS DEPOIS ?
Dependerá
dos objetivos a que se destinam e ao tipo de prótese
que será colocada. Se forem quatro implantes para
partes diferentes da boca e que não serão
ligados entre si pelas próteses, em principio é
possível. Por exemplo: dois implantes para uma
prótese fixa de três elementos na mandíbula
e dois implantes para próteses independentes na
maxila.
Outro fator que deve ser considerado é onde e como
está o tecido ósseo da região a ser
implantada e como estará este depois. Isto se justifica
porque em algumas regiões da boca, de acordo com
o tipo de prótese que está sendo utilizada,
o osso se reabsorve (todo órgão que não
funciona, vai atrofiando), e neste caso a não colocação
imediata dos implantes (que, por serem colocados em função,
interrompem o processo de reabsorção) pode
inviabilizar a colocação em futuro de médio
prazo.
Uma opção, para o caso de ser econômico
o motivo do adiamento da colocação dos dois
implantes restantes, é a possibilidade de colocação
dos quatro implantes agora, confecção de
próteses provisórias (bem mais baratas)
depois dos três a quatro meses da osseointegração
e programação das próteses definitivas
para depois de um ano ou mais se necessário. Se
forem implantes, as próteses provisórias
podem ser trocadas, caso o período de sua utilização
seja muito longo.
SE NÃO COLOCAR AGORA, POSSO COLOCAR DEPOIS
?
O
maior prejuízo com a não colocação
imediata dos implantes, e que poderá dificultar
ou impedir sua colocação futura, é
a progressiva perda óssea que ocorre na maioria
das pessoas que perdem os dentes. Esta reabsorção
óssea é biológica e irreversível,
além de ter caráter contínuo e progressivo.
Dependendo da faixa etária em que a perda dos dentes
acontecem, ela poderá ser em menor ou maior grau.
Somente um cirurgião-dentista com bons conhecimentos
de Implantodontia, depois de exames, que incluem a tomada
de radiografia panorâmica e mensuração
óssea; poderá opinar com segurança
sobre a possibilidade de postergar o tratamento sem prejuízo
em sua qualidade.
O que pode acontecer em alguns dos casos a serem estudados
é que, com o decorrer do tempo, não é
possível a colocação da quantidade
e comprimento dos implantes inicialmente previstos, mudando
parcialmente o plano de tratamento planejado na melhor
fase para colocação dos implantes, que é
logo após a realização das extrações
dentárias. Se isto por um lado não inviabiliza
o tratamento, por outro permite a realização
de um tipo de prótese compatível com a época
que for realizada.
QUEM PODE DIZER SE SOU CANDIDATO A IMPLANTES ?
Somente
um implantodontista ou cirurgião-dentista com reconhecidos
conhecimentos na especialidade, principalmente porque
o importante não é simplesmente se podem
ser colocados implantes e sim quantos, de que tamanho,
onde e com que tipo de prótese serão complementados.
Outro motivo de se buscar informação segura
já na primeira consulta (podem até ser três
ou mais profissionais, em função da complexidade
do caso) é evitar um grande número de opiniões
divergentes de pessoas sem real domínio do tema,
gerando confusão e divergências quanto às
reais possibilidades de tratamento.
Protesistas que se dedicam a confecção de
próteses sobre implantes têm boas visões
acerca de alternativas de tratamento, possibilidades de
utilização deste ou daquele tipo de prótese
que serão confirmadas depois dos estudos de viabilidade
de colocação dos implantes necessários.
O que deve ser tomado com reservas é a opinião
de outros pacientes a cerca das possibilidades de colocação
de implantes. Pacientes já implantados são
ótimos como motivação e como depoimento
quanto à efetividade do tratamento. Como ciência,
a colocação de implantes deve ser tratada
com implantodontistas.
EXISTE OSSO MELHOR OU PIOR PARA PÔR IMPLANTES
?
O
osso analisado de uma maneira mais didática para
o leigo tem duas partes distintas: cortical ( parte externa)
e trabeculada (parte interna). A parte cortical pode ser
espessa ou compacta e a trabecular pode ser densa ou de
baixa densidade. Na variação das quatro
possibilidades e suas combinações é
que se pode determinar se o osso de um paciente ou de
parte da região do mesmo é de boa ou pior
qualidade, com vistas a colocação de implantes.
Ainda de forma leiga (dividindo em a, b, c e d) as grandes
alternativas quanto a qualidade óssea são:
a) a maior parte do osso é constituída por
osso cortical compacto; b) camada espessa de osso compacto
cortical envolvendo osso trabecular denso; c) maior parte
composta de osso trabecular denso com pequena espessura
de osso cortical envolvendo; d) pouca espessura de osso
cortical rodeando a maior parte de osso trabecular de
baixa densidade.
Considerando ainda o grau de reabsorção
(perda) óssea, que seria o aspecto quantitativo
(o visto anteriormente foi o qualitativo), pode se determinar
com maior exatidão se um osso é melhor ou
pior para implantação, o que será
confirmado na hora da preparação do leito
ósseo para colocação dos implantes.
DISSERAM QUE NÃO TENHO OSSO, O QUE FAÇO
?
Não
se desespere! Pode não ter osso, mas tem solução.
Primeiramente é importante saber se quem afirmou
que você não tem osso, tinha condições
de fazê-lo e usou dos recursos adequados. A simples
visualização de uma radiografia panorâmica
não é por si só meio seguro de avaliação.
Nos casos mais complexos (menos osso) são usados
outros recursos tais como planimetria, tomografia computadorizada
e densitometria óssea, com o objetivo de ter mais
precisão para afirmação categórica
sobre o remanescente ósseo.
Se ficar constatada a inexistência de osso para
colocação de implante, existem alguns recursos
simples como o uso de hidroxiapatitas (que, em linguagem
leiga, seria osso sintético), osso retirado do
próprio osso da cavidade oral na preparação
de lojas ósseas para outros implantes, osso animal
(bovino) e o uso de membranas (barreiras) para a regeneração
tecidual guiada que são formas de, impedindo a
penetração da gengiva, permitir que se forme
osso onde existia o defeito ósseo.
Caso nenhuma destas alternativas resolva, restam ainda
os transplantes de osso de outras regiões do corpo
(os mais comuns são crista do ilíaco, calota
craniana e mento), sem contar com outras alternativas
que estão sendo pesquisadas e que passarão
a ser utilizadas, assim que comprovadas.
7.
PRÉ E PÓS
QUAIS
SÃO AS CONTRA-INDICAÇÕES AOS IMPLANTES
?
As
contra-indicações podem ser divididas em
locais ou gerais. As locais estão relacionadas
à boca e a região a ser implantada e as
gerais dizem respeito ao todo do paciente com vistas à
cirurgia.
Quanto às locais, as mais importantes são:
atrofia óssea da região a ser implantada,
rebordo ósseo em lamina de faca (fino), proximidade
de acidentes anatômicos (canal mandibular, seios
maxilares e fossas nasais), alterações ósseas
(osteoporose, por exemplo) e outras específicas
que devem ser objeto de análise pelo implantodontista.
Quanto às gerais, devem ser motivo de atenção
do profissional e consulta ao médico do candidato
a implantes, se este julgar necessário. As que
devem ser avaliadas: doenças cardíacas,
vasculares, sangüíneas, renais, reumatóides
e metabólicas. Merecem análise: osteoporose,
diabetes, alcoolismo, tabagismo acentuado e desequilíbrios
psicológicos.
Existem também contra-indicações
ditas temporárias, que inviabilizam as implantações
por um determinado tempo. As mais comuns são infecções
sistêmicas nas vias aéreas superiores, gravidez,
debilidades passageiras e pacientes com pobre higiene
oral, que precisam antes de submeter-se a implantes, ser
orientados e motivados.
Como os resultados dos implantes têm um sucesso
percentual elevado, o implantodontista deve estar atento
às questões acima, e o paciente é
responsável por relatar anormalidades que podem
influir negativamente no resultado. Lembre-se de que,
a partir de sua avaliação, o cirurgião-dentista
pode decidir o momento mais oportuno para a implantação.
POR QUE TENHO QUE FAZER RADIOGRAFIAS ?
É
imprescindível que o implantodontista, antes de
colocar implantes, faça uma correta avaliação
se é possível sua colocação,
onde a pode fazer, que tipo e medidas de implantes pode
colocar. Um dos principais elementos para esta avaliação
são as radiografias, que podem ser panorâmicas
(as mais usadas), oclusais e periapicais.
Através das radiografias, feitas por outro especialista
da Odontologia, o radiologista, por contrastes de regiões
radiopacas e radiolúcidas, pode o implantodontista
avaliar as dimensões do tecido ósseo, seus
contornos, proximidade dos acidentes anatômicos
importantes, qualidade do tecido ósseo e o prognóstico
dos dentes adjacentes às regiões onde se
pretendem colocar implantes. Também auxiliam o
implantodontista durante a cirurgia como guia de direção
e posição para os implantes.
Depois do período de osseointegração,
são solicitadas novas radiografias que servirão
para avaliar o estado do osso ao redor dos implantes,
sua exata localização (para abertura dos
implantes), funcionando como controle clínico com
vistas ao início da etapa seguinte que é
a confecção de próteses sobre implantes.
As radiografias são meio importante de comunicação
entre profissionais, tanto no encaminhamento de candidatos
a implantes aos especialistas, bem como destes aos protesistas,
que irão concluir o caso.
SÃO NECESSÁRIOS OUTROS EXAMES ?
Dois
exames importantes são realizados pelo próprio
profissional: o exame físico, com atenção
especial à cavidade bucal e a anamnese (conjunto
de perguntas e informações sobre estado
geral do paciente, presente e passado).
A partir destes exames podem ser solicitados exames laboratorais
específicos ou de rotina. Específicos são
para confirmação de alguma patologia e os
de rotina, que são solicitados em qualquer intervenção
independente de seu grau: exames de sangue HT (hematócrito),
HB ( hemoglobina) TTP (atividade de prototrombina e plaquetas).
Aos candidatos acima de 50 anos, é boa recomendação,
além dos exames acima, que sejam feitos raios-x
do tórax e eletrocardiografia.
Em função dos resultados, outros exames
podem ser eventualmente solicitados, como por exemplo
uma glicemia simples de jejum, para caso de suspeita de
diabetes. Todos os exames realizados antes da implantação
objetivam uma dupla segurança: do paciente e do
profissional. Ambos desejam o sucesso das implantações
e, para ambos, é importante cercar-se de garantias
e seguranças para o correto procedimento. O valor
gasto e o tempo despendido nesta etapa são a garantia
de que tudo está sendo feito com a devida seriedade.
HÁ NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO
?
Ao
início desta nova fase dos implantes, com o advento
da osseointegração e objetivando dar maior
segurança nas intervenções maiores,
os pioneiros realizaram algumas intervenções
em ambiente hospitalar. Outros utilizaram deste recurso
para dar um pouco mais de status ao procedimento.
Hoje, com domínio total da técnica e conhecimento
amplo acerca de todas as possibilidades e desdobramentos
deste tipo de cirurgias, classificadas de pequeno porte
e algumas exceções, de médio porte,
a quase totalidade das cirurgias é realizada nas
próprias clínicas dos implantodontistas.
É verdade que a maioria, à medida que foram
se dedicando mais aos implantes, desenvolveram melhores
condições específicas para a atividade,
tais como: centro cirúrgico adequado à Implantodontia,
sala de esterilização e ambiente apropriado
para atendimento a este tipo de paciente.
Atualmente, somente pacientes em condições
de estado físico debilitado vão à
internação para colocação
de implantes, ou pacientes que, por razões próprias,
optem por anestesia geral ou analgesia, vão a hospitais.
Evidentemente, cada caso merece atenção
particular, mas de forma geral a colocação
de implantes não exige a internação
hospitalar, desde que todos os cuidados sejam tomados
no que diz respeito à saúde das pacientes.
É NECESSÁRIA ALGUMA PREPARAÇÃO
ESPECIAL ?
A
primeira é a preparação psicológica,
que envolve desejo e determinação para que
os implantes dêem certo e que você possa usufruir
deles da maneira que espera. As segunda é seguir
corretamente as orientações da equipe odontológica
em relação à implantação.
De acordo com o caso e por decisão e orientação
expressa do implantodontista, podem ser prescritos um
benzodiazepino, para controlar a ansiedade e a apreensão;
um corticosteróide para prevenir a ação
antiálgica e formação de edema, e
uma penicilina ou clindamicina como auxiliar na prevenção
das perimplantites infecciosas. Estas indicações
variam de paciente para paciente e têm por objetivo
deixá-lo melhor preparado para o sucesso dos implantes.
Recomendações óbvias, mas oportunas
de serem lembradas poderiam ser: repouso adequado na noite
anterior, alimentação apropriada (consultar
o profissional), evitar situações extras,
como viagens imediatamente antes ou após as implantações,
e programar atividades brandas para os dias que sucedem
à cirurgia. Boa medida é se provisionar
de boa leitura ou programação de vídeo
para o dia da cirurgia. Programar os horários de
forma que, tudo seja feito sem atropelos e a chegada na
clínica sem atrasos ou afobações.
EXISTE
DOR NO PÓS-OPERATÓRIO ?
Não,
e este é o depoimento de um paciente de duas cirurgias
de implantes e que chegou até elas por nunca ter
gostado muito de submeter-se a tratamentos dentários
sente-se sinais de realização da cirurgia,
mas dor que leve a sofrimento não. Talvez existam
pessoas mais sensíveis a implantações
e outras nem tanto. Certo é que existem cirurgias
maiores (quatro a cinco implantes ou mais) e cirurgias
menores (de um a três implantes) e que nestas a
sensação de dor é menor do que naquelas.
Para cirurgias maiores ou pessoas com maior sensibilidade
o implantodontista poderá prescrever algum analgésico
tipo dipirona ou paracetamol, em caso de dor pós-operatória
residual após a cessassão dos efeitos da
anestesia local.
Dado que os candidatos a implantes devem ter em mente,
quando pensarem em implante é que o tecido ósseo
não contém, nesta região a ser implantada,
inervações sensitivas, motivo pelo qual
além de não sentir a preparação
da loja óssea onde serão colocados os implantes,
não existe possibilidade de dor nesse tecido. O
pouco de sensibilidade que ocorre é relativa ao
tecido mole (gengiva), onde existem ramificações
e é por isso que são previamente anestesiadas
localmente.
VOU
TER HEMATOMAS APÓS A CIRURGIA ?
Com
exceção de um reduzido grupo de pacientes
que tem hematomas, inclusive por uma pressão um
pouco maior ao toque, para a maioria, quase totalidade
dos pacientes que se submetem a implantações
normais, não ocorrem hematomas após a cirurgia.
Os hematomas podem ocorrer dependendo do trauma causado
aos tecidos e em função de uma maior ou
menor predisposição destes, fator que varia
de pessoa para pessoa. As cirurgias de colocação
de implantes são pouco traumáticas, já
que não se pode falar atraumática, visto
que toda cirurgia promove algum tipo de trauma.
Comparada à maioria das cirurgias de outras partes
do corpo, o trauma por ela provocado é mínimo.
Por isso o não surgimento de hematomas, que sempre
temos associado à idéia de pancada forte
ou torção.
É importante também saber que um dos requisitos
para o sucesso dos implantes e sua osseointegração
é justamente o mínimo trauma ao tecido ósseo,
de forma que este reaja com reparação e
não cicatrização, que era exatamente
o que acontecia com os implantes antigamente e que não
acontece hoje com esta nova fase conhecida como implantes
osseointegráveis.
A BOCA INCHA APÓS A COLOCAÇÃO DOS
IMPLANTES ?
O
inchaço (edema) pode ser prevenido ou controlado.
Ele pode ocorrer em função da abordagem
cirúrgica do periósteo (tecido mole em contato
direto com o osso), que é ricamente vascularizado.
Esta resposta é individual e varia de paciente
para paciente.
Esta região se constitui no principal sítio
da resposta inflamatória. As células da
região migram para o foco e aí passam a
produzir substâncias, como resposta do organismo.
Este, em linhas gerais, e termos leigos é o mecanismo
do edema (inchaço).
O edema pode ser combatido através da administração
de medicamentos. Uns fazem antes do ato cirúrgico
(independentemente de saber se o paciente terá
inchaço em maior ou menor grau), que é o
método preventivo. Outros o fazem depois do ato
cirúrgico (depois de constatado o edema), que é
o método de controle. Os que medicam antes argumentam
que sua ação inicia antes, já como
um preparatório preventivo e os que ministram depois
justificam ser desnecessária a medicação
para aqueles que não produzem o edema. Ambos tem
suas razões. O importante é que o inchaço
em cirurgias de implantes é pequeno e controlável,
o que é exatamente a preocupação
do paciente.
PODE
HAVER INFECÇÃO DEPOIS DA CIRURGIA ?
Todas
as intervenções na cavidade oral são
feitas com instrumental e material esterilizado. Em Implantodontia
o cuidado é naturalmente maior, dobrado ou triplicado,
porque na colocação do implante há
a situação invasiva, de abrir o tecido e
colocar alguma coisa.
Esta é uma das razões do valor um pouco
mais elevado da cirurgia de implantes em relação
ao valor de outras intervenções. Tudo tem
que ser autoclavado ou esterilizado na estufa, ainda que
seja para a colocação de um único
implante.
A preocupação com a infecção
existe, porque é uma das principais causas de insucesso
dos implantes. Ela acontece com a presença de bactérias,
pois estas podem causar destruição dos tecidos
ao redor do implante e reabsorção óssea.
Nestes casos, está indicado o uso de antimicrobianos
que são eficazes nos sítios de implantes.
Existem vários medicamentos específicos,
praticamente um para cada situação que o
cirurgião-dentista elegerá, se for o caso.
O que realmente funciona, e é o ponto alto no sucesso
dos implantes, é o cuidado no preparatório,
não só com o próprio paciente como
com o controle da placa bacteriana, visto tratar-se de
uma cirurgia eletiva que é programada com antecedência,
sem a característica da emergência, comum
em muitas cirurgias.
VOU PODER ME ALIMENTAR NORMALMENTE ?
De
acordo a extensão da cirurgia, o cirurgião-dentista
poderá propor uma dieta progressiva. Normalmente,
esta envolve alimentação líquida
fria (sucos, vitaminas e sorvetes batidos com leite no
liquidificador) no primeiro dia. O detalhe do frio tem
objetivo similar à aplicação de gelo
(crioterapia) ou seja a prevenção do edema
(inchaço). Para o segundo dia, a alimentação
provavelmente continuará líquida, podendo
passar a pastosa (sopas, mingaus) com a diferença
de ser morna. A partir daí, a alimentação
irá se regularizar dentro da primeira semana.
Na medida da normalização da alimentação,
deve haver o cuidado com a região da cirurgia,
onde estão os pontos, para que alimentos sólidos
não sejam triturados nesta região. Isto
poderia acarretar o rompimento dos pontos ou deiscência
(retração) da gengiva. É importante
que isto seja observado, porque na primeira semana (às
vezes na segunda também, de acordo com a extensão
da cirurgia), será aconselhada a não utlização
da prótese para mastigação. Se preciso,
deve-se usá-la apenas por necessidade social ao
aparecer em publico.
Este pequeno cuidado, que quase não interfere na
rotina, é muito importante para o sucesso dos implantes,
que se desenha já nos primeiros dias após
sua colocação.
PODE-SE MASTIGAR DEPOIS DE PÔR OS IMPLANTES
?
Pode, mas não deve. Algumas vezes são colocadas
próteses provisórias logo após a
cirurgia. Em outros casos, em função da
extensão maior da cirurgia, a provisória
é colocada somente após sete a 15 dias,
como medida de precaução. Em qualquer das
hipóteses, o ideal é não forçar
a mastigação na região sobre os implantes
nas duas primeiras semanas após a implantação.
O motivo para não mastigar é não
interferir na tênue união entre osso e implante
que existe nas primeiras semanas. Tal qual um braço
quebrado, que se engessa para imobilização,
os implantes também devem permanecer imobilizados
e em repouso no período da osseointegração.
Se houver mastigação sobre os implantes,
algum alimento mais consistente ou mais duro ou a própria
prótese provisória que está sendo
usada pode pressionar o implante e movimentá-lo,
o que é altamente negativo para sua consolidação.
Normalmente, a maioria das pessoas que vai colocar implantes
já ficou um bom período sem alguns dentes,
portanto algumas semanas a mais não são
grande diferença (para o paciente), mas fazem grande
diferença para a osseointegração
(sucesso dos implantes).
8.
PRÓTESES
POR
QUE SE TEM QUE ESPERAR PARA PÔR A PRÓTESE
?
Assim
como um braço ou perna quebrados, o osso que recebe
um implante precisa de um período de imobilização
e repouso para se consolidar. Este período recebe
o nome de osseointegração e nele reside
a base da mudança dos implantes convencionais para
os osseointegráveis.
Os implantes convencionais (justaósseos, agulhados,
laminados etc.) recebiam a prótese logo após
a sua colocação e, em função
disso, formava-se ao seu redor um tecido diferenciado,
fibroso, daí saindo o termo fibrointegrados. Nessas
circunstâncias, os implantes ficavam envoltos como
que por uma cápsula.
A partir do surgimento dos implantes osseointegrados,
o que se busca é um contato direto entre o implante
e o osso, sem interposição de tecidos, numa
união íntima. Por este motivo, passou-se
a usar o titânio, iniciou-se a preocupação
de não provocar trauma térmico no osso,
começou-se a deixar o implante sepulto (com a gengiva
fechada) e principalmente a aguardar-se o período
de repouso.
É em função destes cuidados (e de
alguns outros não tão importantes) que ocorre
a tão desejada osseointegração e
por isso deve-se esperar para a colocação
da prótese definitiva. Durante este período,
o paciente usará uma prótese provisória
que, em alguns casos, poderá ser a própria
prótese que ele já usava.
POR QUE É DIFERENTE PARA MAXILA E MANDÍBULA
?
Alguns
autores e técnicas são categóricos
em diferenciar tempos de espera para que ocorra a osseointegração.
Outros, e mais modernamente segue-se o bom senso, a partir
de um prazo mínimo tanto para maxila como para
a mandíbula.
Bränemark e os pioneiros dos implantes osseointegrados
falavam de seis meses de espera, tanto na mandíbula
quanto na maxila. Kirsch e os seguidores dos implantes
cilíndricos mencionavam seis meses para maxila
e três meses para mandíbula. Jaef e os favoráveis
a implantes cilíndricos com rosca aguardam três
meses tanto na maxila quanto na mandíbula.
Atualmente, há uma tendência para se aguardar
três meses como mínimo em quase todas as
técnicas. Algumas falam em quatro meses para a
maxila (onde o osso é mais esponjoso), ou para
casos onde ocorreram cirurgias mais extensas ou colocação
de implantes sem osso circundando todas as suas paredes.
Casos mais raros, que envolvem cirurgias mais complexas
(levantamento de seio maxilar ou lateralização
do dentário inferior), que por não serem
tão comuns e por isso não tratadas aqui,
precisam de tempo de espera maior (em torno de seis a
oito meses).
VOU
FICAR SEM DENTES ATÉ LÁ ?
Definitivamente
não. Durante o período da osseointegração,
em todos os casos e para todos os pacientes, são
confeccionadas próteses que se parecem com as definitivas,
mas são provisórias, de forma que em hipótese
alguma o paciente que recebeu implantes ficará
sem dentes até os implantes se osseointegrarem.
A alguns clientes especiais (os que usavam prótese
total por exemplo) é solicitado e orientado para
que fiquem os primeiros dias sem a sua prótese,
principalmente para mastigar ou que a usem apenas para
falar. Para outros é feito um alívio (desgaste
na prótese, por dentro, exatamente na região
onde foram colocados os implantes) justamente para que
esta prótese provisória não pressione
a região dos implantes ou os próprios implantes.
Para outros, de acordo com o caso e com o tipo de prótese
que usam, é possível que a própria
prótese que usam sirva de provisória. Neste
caso, são feitos os alívios adequados para
proteger os implantes. Outras vezes, dentes que serão
extraídos depois da colocação dos
implantes por estarem com muita mobilidade, são
mantidos na boca durante o período da osseointegração
com o único objetivo da ajudarem na sustentação
da prótese provisória. Para a colocação
de prótese definitiva, são então
extraídos.
POSSO SAIR DA CIRURGIA COM UMA PRÓTESE ?
Sim,
desde que tenha dentes adjacentes (ao lado da região
onde foram colocados os implantes), em condição
de apoiar e suportar uma prótese provisória.
Existindo estes dentes e mesmo que você não
use uma prótese provisória, os dentistas
tem dentes, que eles chamam de dentes de estoque, para
confecção rápida de um provisório,
que algumas vezes são confeccionados antes das
cirurgias, outras depois de alguns dias, em função
da extensão da própria cirurgia.
A questão de ter pilares de apoio para a prótese
provisória refere-se ao fato de ter de manter a
região onde foram colocados os implantes sem chances
de sofrer pressão da mastigação.
Em havendo estes dentes para funcionar como apoio em regiões
não muito extensas, é até aconselhável
e indicado o uso de prótese provisória para
melhor proteger os implantes. Não havendo dentes
para apoio e se o paciente fizer questão de prótese,
podem ser colocados implantes temporários para
suportar uma prótese provisória.
Em qualquer situação, caberá sempre
ao cirurgião-dentista que colocou os implantes
a decisão pelo uso de prótese provisória
ou aproveitamento da que o paciente usava, visto ser ele
quem conhece a situação e condição
em que estão os implantes submersos nas gengivas.
SE COLOCAR IMPLANTES, VOU PERDER MINHA PRÓTESE
?
Dependerá
exclusivamente do tipo de prótese que vinha sendo
usada e do tipo de prótese que está sendo
planejada para depois da colocação dos implantes.
Por exemplo, se a prótese que vem sendo usada é
uma prótese completa (dentadura), feita dentro
de princípios corretos de oclusão e em boas
condições funcionais e se os implantes colocados
foram dois, e dependendo da posição que
ficaram em função do osso disponível,
é possível que possa ser aproveitada a mesma
prótese, anexando-se a ela os encaixes que irão
fixá-la aos implantes.
Se o paciente se adapta bem à prótese que
usa, qualquer que seja o seu tipo, e o que lhe incomoda
é a falta de estabilidade, o cirurgião-dentista
e o protético poderão usar a antiga como
modelo para confecção da nova, o mais semelhante
possível, só que agora com estabilidade.
De acordo com o caso, poderá o cirurgião-dentista
decidir pelo aproveitamento da prótese atual e
usá-la apoiada nos implantes como uma prótese
intermediária, por um período de um a dois
anos. Este procedimento acontece algumas vezes por medida
de economia.
POR QUE SE USA PARAFUSO PARA FIXAR A PRÓTESE
?
A
utilização de parafusos para fixação
de próteses é um dos conceitos novos introduzidos
com os implantes osseointegrados.
Os encaixes usados até então eram do tipo
presilha, grampos ou as próteses cimentadas definitivamente.
Por um lado, as próteses não tinham muita
estabilidade e, por outro, não tinham como ser
removidas para a avaliação, em vista da
cimentação.
Com o advento dos parafusos, as próteses odontológicas
passaram a contar com alguns recursos novos, como principal
a vantagem de se poder remover as próteses de tempos
em tempos ou quando necessário, para se proceder
a uma avaliação de comportamento da gengiva
e do próprio osso que circunda os implantes.
Essa remoção das próteses parafusadas,
através da retirada dos parafusos, pode ser feita
também para avaliar melhor a higienização
do paciente e para limpeza da própria prótese.
Alem dos parafusos de fixação, na Implantodontia
moderna, também os munhões (abutments) são
parafusados, fazendo com que, em caso de necessidade de
remoção de próteses cimentadas, não
se percam os pilares, que dependendo da necessidade podem
ser refeitos para confecção de outra prótese.
O
QUE É DENTADURA IMPLANTADA ?
É
uma denominação não muito adequada
para a sobredentadura, que aos ouvidos do leigo também
não é muito adequada.
Na verdade o que é implantado são somente
os implantes. A dentadura tem, numa barra que é
fixada sobre os implantes, a sua retenção.
A expressão ganhou alguma divulgação
porque dá uma idéia de que é fixada
a partir dos implantes, sem a mobilidade que caracteriza
muitas dentaduras, especialmente em mandíbula.
Algumas vezes expressões, populares traduzem melhor
para o leigo o que é uma determinada coisa do que
a denominação científica. Este é
um caso típico, porque sobredentadura dá
a idéia que algo fica em cima da dentadura, quando
na verdade o que irá retê-la (implantes e
barra) ficam
embaixo.
Desde que não induza à idéias erradas
e não denote vantagens inexistentes, a linguagem
popular ajuda no entendimento.
A denominação mais correta correta para
a expressão seria prótese total implanto-retida
e muco-suportada, que é muito complicada.
VOU
PODER TIRAR MINHA PRÓTESE ?
A
pergunta transmite inicialmente uma idéia de angustia
pelo uso contrariado de uma prótese a que o paciente
não se adapta, não suporta ou não
lhe agrade a estética. Normalmente estas questões
são levantadas por usuários de próteses
removíveis parciais ou totais.
Para estas situações a resposta é
sim. A partir da colocação dos implantes,
serão confeccionadas novas próteses, as
quais poderão ser fixas ou encaixadas nos implantes,
que certamente eliminarão a insegurança
de próteses com muita mobilidade.
Se o que se questiona é se a prótese poderá
ser retirada após colocados os implantes e confeccionada
uma nova, a resposta é: depende. Caso a opção
seja prótese fixa parafusada aos implantes, o cirurgião-dentista
poderá removê-la quando necessário.
Na hipótese de a opção escolhida
ser prótese fixa cimentada, o paciente não
poderá tirá-la, apenas o cirurgião-dentista
e com auxílio de instrumentos próprios.
Em outra hipótese, de uma sobre-dentadura, o próprio
paciente fará sua remoção (simples
e rápida) para sua adequada higiene. Neste caso,
o fato de tirá-la dos encaixes leva a um novo conceito
nas próteses: prótese fixa removível.
MINHA
PRÓTESE VAI CONTINUAR SOLTANDO ?
Existem
duas possibilidades para as próteses se soltarem:
caso elas sejam apoiadas sobre a mucosa (dentaduras) e
esta por reabsorção do osso não mais
fixá-las adequadamente, ou caso sejam fixadas a
dentes desgastados ou núcleos colocados dentro
do canal e quando a cimentação é
provisória ou os pontos de apoio não são
mais suficientes para sustentar toda a prótese.
Entre as soluções convencionais para o primeiro
caso, está a confecção de uma nova
dentadura a cada vez que o osso for sendo reabsorvido
e, para a segunda hipótese, continuar cimentando
toda vez que a prótese soltar.
A partir dos implantes, existem possibilidades concretas
de solucionar o problema das próteses que soltam.
A razão pela qual os implantes resolvem é
que, após sua osseointegração, eles
passam a funcionar como pilares, ou pilares adicionais
para estabilidade das próteses. Se o problema da
instabilidade é a falta de apoio com conseqüente
sobrecarga para os poucos ou frágeis pontos de
apoio, a adição de implantes para esta função
é a solução.
SE COLOCAR IMPLANTES, O QUE PRÓTESE POSSO
FAZER ?
No
caso da prótese utilizada ser uma prótese
total (dentadura completa), a colocação
de seis a oito implantes em cada maxila, dependendo do
comprimento destes implantes, permite a colocação
de uma prótese fixa que pode ser parafusada, de
encaixes ou cimentada.
Se só for possível a colocação
de dois a quatro implantes por maxilar (por fatores de
ordem econômica ou disponibilidade óssea),
a alternativa é a colocação de uma
barra ou bolas e confecção de uma prótese
de encaixe.
Existe uma alternativa intermediária, que é
a colocação de quatro ou cinco implantes
(seis se for no maxilar superior) e confecção
de uma prótese removível posterior, que,
de acordo com o comprimento dos implantes e vontade do
cirurgião-dentista e do paciente, poderá
ou não ter encaixes nas partes mais extremas da
prótese fixa anterior para melhorar a estabilidade
da prótese removível posterior.
9.
MANUTENÇÃO
QUEM
TEM IMPLANTES, PRECISA ESCOVAR OS DENTES ?
O
fato de usar implantes não muda as exigências
de higienização bucal. Ou melhor, muda sim.
Usar implantes faz com que haja necessidade de duas vezes
mais higienização: uma para não perder
outros dentes e ter que colocar mais implantes (pagando
por isto, sendo que os dentes lhe foram cortesia do Criador)
e outra para manter em boas condições os
implantes de forma a que eles não afrouxem e caiam.
Todo o segredo da manutenção, quer de dentes
naturais, quer de dentes colocados sobre implantes, está
na correta higienização de ambos. Por quê?
Porque se não adequadamente limpos, os resíduos
alimentares que ficam entre eles e embaixo dos bordos
das gengivas, através da ação de
bactérias que todos nós temos na boca, formam
a placa bacteriana. Esta se não for removida em
tempo certo (quatro vezes ao dia), gera o cálculo
dental e infecções das gengivas, que são
o início do comprometimento dos tecidos (ósseo
e gengival) que circundam o implante, iniciando-se assim
a perimplantite, que é o nome dado às inflamações
(quase imperceptíveis) ao redor dos implantes.
O implantodontista irá apresentar um programa de
higiene oral com todo detalhamento. Caso isso não
seja feito, solicite. Se você não entender
algo, pergunte, porque é muito importante e disto
depende o sucesso do seu tratamento.
COM
IMPLANTES TENHO QUE ESCOVAR TODOS OS DIAS ?
Todos
os dias, quatro vezes ao dia: após o café
da manha, após o almoço, após o jantar
e antes de deitar. O hábito da escovação
nestes quatro momentos do dia é a garantia de dentes
e gengivas fortes e saudáveis.
Além do uso da escova dental, seu cirurgião-dentista
lhe apresentará outros recursos de higiene oral
que, de acordo com o caso, estarão indicados. Procure
revelar a ele com exatidão e honestidade seus reais
hábitos de higienização para que
ele, com maiores conhecimentos, possa elaborar um adequado
e programa de higiene oral.
A maioria de nós é um pouco resistente à
higiene bucal. Temos que ser duros com nós mesmos.
Temos de lembrar que cuidados pessoais, como o uso de
papel higiênico, do desodorante, da escova de cabelos,
além de fazer a barba, o uso do absorvente, dentre
outros; são imprescindíveis.
Precisamos nos concientizar que, sem dentes, não
conseguimos viver e nem aparecer entre amigos, pela vergonha
de tê-los perdido. Temos de encarar a higiene oral
como única forma de manter os dentes e tê-los
em bom estado e aparência. Devemos submeter ao nosso
cirurgão-dentista controle desta higienização,
mensalmente no primeiro ano e semestralmente nos anos
seguintes.
EXISTEM
DISPOSITIVOS ESPECIAIS PARA HIGIENIZAÇÃO
?
Sim
e são muitos, específicos para cada situação.
Estes dispositivos têm por objetivo colaborar na
limpeza das próteses sobre implantes em regiões
ou áreas onde a escova tem difícil acesso.
São eles: o fio ou fita dental, o superfloss (que
é um tipo de fio dental específico), as
escovas unitufo e interdentais (que são igualmente
específicas) e alguns líquidos que deixarão
sua boca mais agradável e sadia. Como coadjuvantes
e auxiliares estão também os jatos d’água
pulsantes e as escovas elétricas.
O fio e a fita dental atuam embaixo das gengivas, em áreas
de difícil acesso para as escovas. O tipo superfloss,
por ser mais volumoso em uma determinada parte é
usado em casos específicos, indicados pelo cirurgião-dentista.
As escovas unitufo e interdentais são destinadas
aos espaços entre os dentes, que não são
área onde há boa atuação das
escovas convencionais. Recursos como os enxaguatórios
bucais são complementos como também os jatos
d’água pulsantes e escovas elétricas.
Cada caso terá sua própria indicação
e orientação, porque cada paciente tem um
grau de risco (que seu cirurgião-dentista irá
determinar por seu histórico), que irá requerer
uma higiene oral específica.
COM IMPLANTES VOU CONTINUAR A TER CÁRIES
?
Nos
implantes e nos dentes da prótese colocada sobre
os implantes, não. Mas o cuidado tem que continuar,
inclusive para não perder os dentes vizinhos aos
implantes.
Especificamente quanto aos implantes, esta (a não
possibilidade de serem acometidos por caries) é
uma de suas grandes vantagens. Isto por que a placa bacteriana
e as cáries são as grandes responsáveis
pela perda dos dentes. Não tendo uma delas, já
diminuem muito os problemas.
Se o portador de implantes entender, por este motivo,
que pode descuidar de sua higiene bucal, estará
atuando contra si próprio, pois, pensando que a
perdas dos remanescentes dentes naturais e conseqüente
colocação de implantes resolverá
o problema, estará se enganando. Ser relapso no
cuidado com os dentes naturais implica obrigatoriamente
na desatenção com a higiene das próteses
sobre implantes.
O que as estatísticas de alto percentual de sucesso
dos implantes garantem é a união deste como
osso. Nenhuma estatística fala que implantes descuidados
tem garantia. Pelo contrário, quando falam de insucessos
após a osseointegração, a principal
causa é sempre a má higienização.
E com as conseqüências destas não há
solução, nem a colocação de
implantes no lugar de implantes perdidos, porque estes
também não são garantidos.
10.
CUSTOS
SÃO
MUITO CAROS OS IMPLANTES ?
Por
seus benefícios e vantagens, os implantes não
são caros. De acordo com sua quantidade e com a
complexidade do caso (que está relacionada a perda
óssea) poderão ter preços altos.
Acontece que, diferentemente de um salão ao qual
se vai em meia ou no máximo uma hora e tudo está
resolvido (algumas senhoras estarão pensando que
o tempo é maior, mas neste caso o preço
também o será), a Implantodontia envolve
20 a 30 consultas ou mais e, obrigatoriamente, meio ano
de tratamento. Algumas consultas durarão uma, duas
horas ou mais. Envolvem também custos dos materiais
e dos próprios implantes e de laboratório
técnico para confecção da prótese.
Todo o instrumental usado, em todas as seções,
é esterilizado para cada atendimento e a formação
do implantodontista por norma do Conselho Federal de Odontologia
são mais de 1 000 horas de curso, isto depois de
ter cursado a faculdade. Sem isto não se recebe
o diploma de especialista.
Em função da qualificação
e gabarito do profissional que irá colocar os implantes
e confecccionar as próteses os preços poderão
ter alguma variação. Neste caso, quanto
maior capacitação, maior segurança.
POR QUE UM IMPLANTE SAI MAIS CARO DO QUE OUTRO
?
São
os mesmos motivos que diferenciam um Fusca de um Santana,
estes de um Omega e que fazem um Audi ser bem mais caro.
Todos são carros e basicamente fazem a mesma função.
Têm algumas coisas em comum e muitas diferenças.
Nestas reside a razão da variação
dos preços.
Afora detalhes importantes, como procedência e matéria
prima com que são fabricados os implantes, as diferenças
dos implantes em seu formato (alguns necessitam mais tecnologia
e tempo para ser fabricados), o tipo de tratamento de
superfície que lhe é realizado; a maior
ou menor quantidade de instrumentos necessários
para sua colocação nos pacientes; a versatilidade
e quantidade de componentes protéticos disponíveis
para as distintas soluções das próteses
sobre implantes; o montante investido pela empresa produtora
em pesquisas de aprovação, ensaios, acompanhamento
e controle de qualidade.
Estas variáveis e outras não mencionadas
fazem com que o preço dos implantes seja diferente.
Os profissionais de melhor nível, em função
de sua formação e capacidade, costumam também
ter um preço de seus honorários profissionais
um pouco maior. É interessante observar que, no
final, as diferenças entre os que cobram mais caro
e os que cobram mais barato não são muito
grandes, por isso é importante consultar sempre
três ou mais profissionais antes de decidir por
quem os colocará.
POR
QUE UM DENTISTA COBRA MAIS QUE OUTRO ?
Existem
várias razões para diferenciar implantodontistas
no preço cobrado para colocar implantes. A primeira
delas é seu conceito e a experiência que
tem (neste caso, medida pela qualidade de implantes colocados
e não pelo tempo que os coloca), outra é
a qualificação do profissional que se avalia
por sua(s) especialidades(s) e pelos cursos que fez para
adquirir mais conhecimentos.
Afora a qualificação e conceito profissionais,
outro fator que colabora na diferenciação
é a estrutura da clínica onde trabalha e
a quantidade de pessoas que participa na equipe, principalmente
se o mesmo profissional for realizar a parte cirúrgica
e protética dos implantes.
O tipo do material que usa e o custo do implante é
também importante na composição do
preço. No material, devem ser considerados todos
os itens para confecção da prótese
e no custo do implante, não somente deste mas também
dos outros componentes necessários tais como brocas,
colocadores, cicatrizadores e também as próteses
provisórias.
Colabora também a região ou cidade de atuação
do implantodontista, se mais evoluída ou mais simples.
Todos estes fatores podem ser considerados no comparativo
entre preços distintos de diferentes profissionais.
SAI CARO O TRATAMENTO COM IMPLANTES ?
Em
primeiro lugar, depende de quantos implantes precisam
ou podem ser colocados. Em segundo lugar, devemos considerar
o tipo de prótese que será confeccionada,
se fixa ou removível, se unitária, parcial
ou total. Para saber se o tratamento será custoso
ou não, é importante também saber
se outros dentes precisarão ser preparados para
se acoplar à prótese sobre os implantes
e se estes precisarão de tratamento de canal ou
gengivas.
Na fase inicial dos implantes osseointegrados, quando
poucos se dedicavam à Implantodontia, o valor dos
tratamentos era alto. Hoje, com o grande número
de cirurgiões-dentistas que se dedicam a estudar
e colocar implantes e a existência de implantodontistas
em todas as regiões do país, os preços
além de estarem bem mais baixos, são na
maioria das vezes acessíveis.
Colabora para os tratamentos com implantes já não
serem mais tão custosos, o fato de que, pela concorrência
em função do grande número de especialidades
e pela estabilidade da moeda, a prática da maioria
dos profissionais de dividir sem acréscimo o valor
do tratamento em três ou quatro vezes. Alguns facilitam
mais ainda, incluindo as próteses, o que até
bem pouco tempo atrás era impraticável pela
desvalorização da moeda.
O
QUE SAI MAIS CARO, A CIRURGIA OU A PRÓTESE ?
Os
custos são praticamente equivalentes nos casos
normais. Se algumas pequenas diferenças existem,
é importante considerar que algumas vezes dois
implantes irão sustentar três dentes na prótese,
outras vezes três implantes são colocados
para uma prótese de cinco elementos, sem contar
as sobredentaduras, onde três ou quatro implantes
sustentam uma dentadura.
Fora dos casos normais, nos pacientes com pouco osso,
com necessidade de enxertos e cirurgias avançadas,
o valor da fase cirúrgica fica as vezes mais alto
porque quanto mais difícil for a cirurgia, maiores
limitações se terá para a confecção
de próteses mais sofisticadas. Por outro lado,
nos casos mais seguros, onde após a extração
de uma raiz se coloca um implante, existe a possibilidade
de soluções protéticas mais sofisticadas
com parafusos, metalo-cerâmica e estética
especial. Nestas circunstâncias, a prótese
acaba atingindo valores mais altos que a cirurgia e os
bons resultados visíveis são bem mais perceptíveis.
Para o cliente, o importante é tomar o orçamento
por inteiro e a partir deste fazer a avaliação.
Nesta avaliação, sempre se deve considerar
se o que está sendo solicitado do profissional
é o melhor ou o mais econômico. Existem as
duas hipóteses e a vontade do paciente deve ser
satisfeita.
PARA CINCO IMPLANTES, O PREÇO PODE SER
MENOR ?
Provavelmente
sim, pois nestes casos o preço unitário
por implante tende a cair. Na parte cirúrgica,
porque os procedimentos de preparação da
cirurgia são os mesmos para colocar um ou 10 implantes.
Na fase protética, os valores podem variar mais
ou menos em função do tipo de prótese
(se coroas unitárias ou unidas) que irá
ser realizada.
Evidentemente que o ideal seria não ser preciso
colocar nenhum implante. Mas na hipótese de haver
necessidade de colocar um, a vantagem para o paciente
é fazê-los todos de uma só vez. Não
somente pelo aspecto econômico, mas pelos fatores
de tempo e aproveitamento. Para fazer uma moldagem, provar
uma prótese ou colocá-la em definitivo é
mais vantajoso e menos tempo é despendido, fazê-lo
para cinco elementos de uma vez do que em cinco épocas
diferentes para cinco dentes distintos.
Outro aspecto de economia são os custos básicos
e fixos para o caso de três ou cinco em comparação
a um implante. Para mais implantes, o estudo e planejamento
é o mesmo que para um, o mesmo acontecendo para
a preparação cirúrgica, para a cirurgia
em si, para as visitas de controle, para a abertura dos
implantes e para tudo que disser respeito aos procedimentos
protéticos para a conclusão do caso.
PODE-SE
PAGAR O TRATAMENTO EM PARCELAS ?
Esta
é uma decisão de caráter pessoal
e de exclusiva deliberação do cirurgião-dentista
que irá colocar os implantes. O importante para
o candidato a implantes é saber que a maioria dos
implantodontistas atualmente parcelam o valor total do
orçamento.
Outro fator que colabora na decisão de parcelar,
ou em quantas parcelas poderá ser feito, é
o fato do paciente ser conhecido do profissional ou ter
sido indicado por pessoa de sua confiança. Com
certeza, os mais conhecidos ou relacionados conseguirão
uma condição um pouco melhor.
Se para pagamentos à vista o segredo é conseguir
o melhor desconto ou procurar o melhor preço para
valores maiores ou que por varias razões não
se queira pagar a vista, para pagamentos a prazo o segredo
é negociar. Negociar a quantidade de parcelas é
o ideal, negociar o dia mais favorável para quem
está pagando, eventualmente com uma entrada maior
conseguir um prazo maior ou ainda ir fazendo pagamentos
menores na fase preparatória do tratamento e acertar
duas parcelas maiores, uma na cirurgia e outra na entrega
da prótese.
Como o resultado será sempre o comum acordo, o
mais certo é comentar com clareza quais são
os desejos e as possibilidades, e averiguar com o profissional
o que pode ser feito.
O PREÇO DOS IMPLANTES VAI BAIXAR ?
No
início da fase da osseointegração
os valores unitários por implante situavam-se entre
2 000 e 4 000 reais (usando-se comparativo com a moeda
da época). No momento em que iniciou-se uma difusão
maior da Implantodontia, os preços baixaram para
um patamar de 1 000 a 2 000 por implante colocado. Hoje,
dependendo do tipo, marca e procedência dos implantes,
o valor oscila entre 500 e 1 000 reais.
Estes valores são genéricos mas representam
situação real. As oscilações
também acontecem em função do nível
do profissional. É importante lembrar que representam
somente os custos da fase cirúrgica de colocação
dos implantes, visto que na fase protética, em
função das distintas alternativas, é
mais difícil estabelecer comparativos.
Quem conhece custo dos implantes, custos de preparação
das cirurgias e custos dos materiais e instrumentais necessários
para colocação dos implantes compreende
que os preços não podem baixar mais, pois,
se isso acontecer, indicará provavelmente a utilização
de um implante de qualidade inferior ou a realização
da cirurgia fora dos padrões mínimos necessários
de assepsia, anti-sepsia e esterilização,
o que representa um risco para o paciente e, porque não
dizer, para o próprio sucesso do implante.
11.
DIVERSOS
QUEM
TEM IMPLANTES SENTE ALGUMA COISA ?
É
incrível! Alem de não sentir nada, não
se nota nenhuma diferença entre um dente e um implante.
Em momento algum - e isto é um depoimento de quem
já tem implante há mais de três anos
- percebe-se alguma diferença e nem mesmo algum
sinal de sua presença.
Não se sente variações de temperatura,
não se sente na hora de mastigar, na hora de escovar
nem na hora de falar. Não ocorre nenhuma variação
e quando se mastiga, por não haver nenhuma lembrança
de que se usa implantes, a impressão é de
que se trata de um dente natural.
Durante o período em que é confeccionada
a prótese, percebe-se que estão trabalhando
no implante, tirando molde, apertando parafuso, somente
pelo movimento do cirurgião-dentista. Por sensibilidade
no implante, nada é percebido.
Na verdade, é uma das maiores evoluções
da ciência, uma solução definitiva,
segura e que devolve integralmente a estética e
a função do dente natural, eliminando a
idéia de mutilação que a falta de
um dente nos traz, sem que para isso tenhamos que lembrar
que usamos um implante.
POR QUE EM ALGUMAS OS IMPLANTES FICAM MELHOR ?
Normalmente
a diferença está relacionada a estética.
Quando vinculada à função, a diferença
se deve aos distintos tipos de soluções
protéticas.
Esteticamente, a diferença para melhor ou pior
em uma ou outra pessoa relaciona-se basicamente a quanto
tempo depois de perdidos os dentes, os implantes foram
colocados. Se sua colocação se dá
logo após a extração e a prótese
é bem feita, a diferença entre um dente
natural e outro sobre implante é mínima,
quase imperceptivel. Se, ao contrário, a colocação
do implante se dá muitos anos depois, com perda
de altura óssea, de gengiva inserida, as dificuldades
estéticas são grandes e as chances de se
perceber que é prótese sobre implantes,
existem.
Para casos em que não foi mais possível
colocar um implante para cada dente, as soluções
protéticas envolvem uniões por trás
dos dentes, para manter a altura da mordida do paciente
e torna-se necessário algumas vezes alongar as
coroas e a região entre os dentes e gengiva onde
não existam raízes ou implantes, ficando
neste caso um pouco mais difícil de dissimular.
Para esses casos fica a certeza de que, com os recursos
modernos, a Implantodontia propicia soluções
sem as quais não seria possível resolver
o problema de forma tão satisfatória.
QUANTO
TEMPO DEMORA TODO O TRATAMENTO ?
Varia
bastante em função da extensão do
caso a ser resolvido. Em linhas gerais, os casos simples
levam de quatro a cinco meses, e os mais complexos demandam
de seis meses a um ano.
Neste tempo está incluída a espera para
obtenção da osseointegração
(aproximadamente três meses), que na maioria das
vezes é maior que o tempo do próprio tratamento.
Não estão incluídos casos de enxertos,
quer de tecidos moles (gengivas), quer de osso, em que
podem ser necessários de seis meses a um ano de
espera, porque estes são casos mais raros.
O tempo entre a primeira consulta, radiografias, planejamento,
exames até o momento da colocação
dos implantes, em geral não ultrapassa 30 dias.
Depois de feita a abertura dos implantes, o tempo médio
entre moldagem, confecção da prótese
no laboratório, provas, ajustes e colocação
definitiva, varia entre 30 e 60 dias, aqui também
não estando incluídos os casos de exceção
que, em função de outros procedimentos,
fazem com que este tempo aumente.
Estes prazos são médios e consideram disponibilidades
de tempo do paciente para todas as consultas necessárias
e um profissional com agenda não sobrecarregada,
que possa atender o paciente, quando necessário,
sem ter que aguardar períodos muito longos entre
uma consulta e outra.
COM IMPLANTES POSSO VOLTAR A COMER DE TUDO ?
Se
você repôs com implantes a quantidade de dentes
que perdeu e fez coroas unitárias, sim. Você
pode continuar comendo tudo e da mesma forma e eficiência
que comia antes.
Considerando como 20 dentes (10 por arcada) o mínimo
para uma boa mastigação, procure raciocinar
com uma matemática simples: se você tinha
14 dentes na mandíbula ou maxila, perdeu oito da
região posterior (quatro de cada lado) e ficou
com seis dentes, sua eficiência mastigatória
diminuiu quase 60% e é evidente que não
poderá mastigar tudo o que mastigava e com a mesma
eficiência. Se forem colocados quatro implantes
(dois de cada lado) você passará a ter 10
elementos de mastigação (seis dentes e quatro
implantes), com isto você volta a ter uma boa eficiência
mastigatória, mas vão continuar faltando
quatro (em relação ao que tinha). Se os
implantes forem de bom tamanho (mais de 12 ou 13mm de
comprimento), você irá receber uma boa prótese
e mastigará de modo praticamente igual ao anterior.
Com a colocação de implantes, detém-se
o processo da reabsorção óssea. Procure
não chegar à situação de pouco
osso para então implantar, porque neste caso os
implantes que poderão ser colocados serão
de tamanho pequeno e, por conseqüência, com
alguma limitação mastigatória.
OS
IMPLANTES MELHORAM O DESEMPENHO SEXUAL ?
Inicialmente
sim, porque tendo implantes você tira a idéia
de mutilação oral de sua cabeça e
melhora sua auto-estima. A colocação de
implantes traz sempre junto a melhora da condição
estética facial, melhorando com isto sua auto confiança
pela melhora de sua aceitação social.
Com implantes e próteses colocadas sobre eles,
diminuem os preconceitos em relação à
prótese, que não tinha estabilidade ou que
precisava em algum momento ser retirada para higienização.
Com os implantes você tem mais liberdade para falar,
comer ou sorrir de verdade.
Alguns tipos de próteses, pelo inconveniente da
higienização, com o tempo passavam a ter
odor característico. Nas próteses sobre
implantes você terá total condição
de higienização e, com hálito melhorado,
poderá falar mais de perto às pessoas.
A partir do uso de implantes, amplia-se a condição
de comer bem, principalmente em um país como o
nosso, onde se come muita carne, e isto aumenta o estímulo
para o convívio social. Além disso, os implantes
e próteses possibilitam contato direto mais livre
e seguro entre as pessoas, na região oral. Esta
segurança e proximidade são muito importantes
no convívio íntimo de duas pessoas (além
de serem bem mais sensuais que uma prótese total).
UM
IMPLANTE QUE NÃO DEU CERTO PODE SER REFEITO ?
Modernamente,
até implantes perdidos têm solução.
As grandes companhias desenvolveram implantes com um diâmetro
um pouco maior do que os normais, com o objetivo de, na
eventualidade de mobilidade de um implante, poder subsituí-lo
por outro maior, conhecido como implante de reinserção.
Este pequeno detalhe deu mais segurança aos implantodontistas,
porque anteriormente só os implantes mais finos
se beneficiavam com a colocação de um implante
de maior diâmetro. Agora, com esta reserva técnica,
inclusive os de maior diâmetro podem ser substituídos,
caso falhem.
Para que este procedimento se torne possível, é
importante que, ao perceber qualquer sinal de mobilidade
ou de sentir o implante, você procure o cirurgião-dentista
que os colocou e relate o fato. Quanto mais tempo passar,
pior, porque caso se instale algum processo infeccioso
ao redor do implante, a primeira conseqüência
é a perda óssea, que dependendo do grau,
poderá inviabilizar nova implantação.
Como o sucesso dos implantes anda em torno de 95 %, os
poucos casos de insucesso, que normalmente se manifestam
nos primeiros meses após a colocação,
o sucesso dos implantes, está chegando agora a
96, 97 até 98%. E isto faz da Implantodontia um
procedimento cada vez mais seguro.
POR QUE TANTAS PERGUNTAS ANTES DE PÔR IMPLANTES
?
Primeiro,
porque a colocação de implantes ainda é
uma novidade e, como tal, traz consigo muitas curiosidades
e algumas dúvidas. Normalmente, só aceitamos
o que é novo depois de conhecer bem e, para isso,
temos de esclarecer todas as dúvidas, inclusive
para afastar alguma insegurança.
Segundo, porque é algo bastante revolucionário,
porque muda as bases dos conceitos que tínhamos
a respeito das possíveis soluções
para as perdas dos dentes. A perda de um incisivo central
por um jovem de 18 anos em acidente de bicicleta, que
antigamente era motivo de trauma ou complexo, hoje tem
uma solução simples, que é o implante.
Essa mudança repentina nos faz ser mais interrogativos.Terceiro,
porque antes da confirmação dos implantes
dentários, surgiram os transplantes de coração,
de rins e outros. Com eles veio a idéia negativa
da rejeição, que sempre foi motivo de medo
e que, por falta de informação e esclarecimento,
permitiu ao leigo confundir transplantes com implantes.
Quarto, sendo uma técnica relativamente nova, cirurgiões-dentistas
clínicos gerais e inclusive especialistas em outras
áreas muitas vezes esquecem de indicar os implantes
dentários, e você, com mais esclarecimentos,
deve perguntar por eles.
Quinto, pela falta de um livro em linguagem leiga, acessível
e que respondesse a maioria das perguntas e tirasse a
maioria das dúvidas, de forma que as respostas
fossem claras e não gerassem outras perguntas e
mais dúvidas.
O QUE É MELHOR, IMPLANTE OU DENTE NATURAL ?
É,
e sempre será, o dente. Tem a perfeição
da natureza e, com certeza, hoje se pode afirmar que,
se bem cuidados, são eternos. E, tão importante
quanto isto: são GRÁTIS.
Um dente sadio, bem cuidado e higienizado é um
dos elementos mais bonitos e perfeitos do corpo humano.
Embeleza o mais belo dos gestos: o sorriso. São
naturais e espontâneos.
Quando falamos das vantagens de um implante, sua solidez,
resistência, funcionabilidade, e versatibilidade,
reportamo-nos sempre à reposição
de um dente perdido. O dente idealmente deveria, deve
e deverá sempre ser bem cuidado e nunca ser perdido.
Os implantes assumem importância quase igual aos
dentes a partir do momento em que a perda destes é
irreversível ou fato consumado.
Isto é importante ser dito e compreendido, para
que ninguém imagine como solução
para problemas com seus dentes naturais, aguardar o momento
de sua queda para colocação de implante.
Tal qual a Implantodontia, a Odontologia evoluiu de tal
forma que hoje não existem problemas sem solução
para os dentes naturais. E a Implantodontia veio a completar
este quadro de eficiência da Odontologia, porque
agora até a perda dos dentes tem solução:
OS IMPLANTES DENTÁRIOS.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
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RIBEIRO, A.I.; REICHENBACH, M. 500 Perguntas e Respostas
em Implantodontia. 2.ed., Curitiba: Odontex, 1995.
SILVA, J.A. & CARVALHO, P.S.P. Próteses Fixas
Cimentadas Sobre Implantes Osseointegrados. Considerações
Clínicas. BCI, v.2, n. 2, 1995.
RAZÕES
PARA UM IMPLANTE DAR CERTO
1.
Escolher um dentista capacitado para colocá-lo;
2. Optar por um implante de boa qualidade;
3. Seguir as instruções quanto à
medicação;
4. Ter alimentação adequada no pós-operatório;
5. Não forçar a mastigação
sobre ele;
6. Aguardar o tempo certo para colocar a prótese;
7. Adequar o tipo certo de prótese para o caso;
8. Retomar a mastigação progressivamente;
9. Não submetê-lo a esforços mastigatórios
exa gerados;
10. Atentar para o mais importante: a manutenção.
MOTIVOS
PARA UM IMPLANTE DAR ERRADO
1.
Indicação inadequada;
2. Contra-indicação presente;
3. Ser de má qualidade;
4. Estar com a superfície contaminada;
5. Procedimento cirúrgico deficiente;
6. Escolha da prótese errada;
7. Contato prematuro;
8. Uso desapropriado da prótese;
9. Desmotivação do paciente;
10. Má higienização.
DEPOIMENTO
FAMILIAR
Como
vendedor e posteriormente como gerente de vendas, sempre
comentei que antes de vender algum produto é preciso
comprá-lo. Para vender algo, tenho de ter certeza
que se não fosse vendedor do mesmo, iria comprá-lo.
Mais tarde adicionei que para que algo seja considerado
bom, deveria poder ser usado por seus filhos. Como paciente
bem sucedido de três implantes, quero relatar que
meu pai é portador de dois, minha mãe tem
três, meu segundo irmão tem quatro, minha
irmã tem dois e meu quinto irmão é
portador de cinco implantes (desculpem-me por utilizar
tantos números, talvez seja porque sou filho de
professor de Matemática).
É importante testemunhar que todos com 100% de
sucesso, sendo que, dos seis, três receberam implantes
em situações críticas (pouco osso)
e todos estão satisfeitos com suas próteses
sobre implantes. E a família que possui implantes
unida, tem um motivo a mais de união: sorrir!